Prefeitura de São Cristóvão realiza 1º Fórum Municipal em alusão ao Agosto Verde e reforça combate à Leishmaniose
Nesta quinta-feira (14), a Prefeitura de São Cristóvão, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), realizou o 1º Fórum Municipal Agosto Verde, uma das atividades que integram a programação da Semana Nacional de Combate à Leishmaniose, com a finalidade de fortalecer a rede de apoio e as ações conjuntas de enfrentamento da doença no município.
O Agosto Verde é dedicado à prevenção e combate à leishmaniose, doença grave causada por protozoário do gênero Leishmania, transmitida pela picada do mosquito palha. Presente em áreas rurais e urbanas, a doença afeta humanos e animais, especialmente cães, e pode causar complicações severas se não diagnosticada e tratada precocemente.
De acordo com Érica Barbosa, coordenadora de Proteção Animal da Semma, este é um dia de grande importância, pois o evento integrou comunidade, instituições e poder público para ampliar a rede de apoio e fortalecer o conceito de saúde única. Ela acrescenta que o fórum complementa outras ações já desenvolvidas para o enfrentamento da doença, realizadas pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
“O trabalho também conta com a participação da Semma, que possui a Coordenadoria de Proteção Ambiental, vinculada à Diretoria de Gestão Ambiental. Essa estrutura é fundamental para, junto à população, levar informações, esclarecer e desmistificar questões relacionadas às zoonoses. São ações educativas, como esta, que fortalecem a prevenção e o controle da leishmaniose. De forma resumida, a Semma atua na parte educativa e de mobilização social, enquanto a SMS é responsável pela aplicação prática e execução dos protocolos técnicos de combate à doença”, explica Érica.
O encontro também contou com palestra da equipe do Instituto Sergipano de Direito Animal (ISDA), que abordou o tema: Políticas Públicas e o combate à leishmaniose: uma análise legislativa e jurídica. Para Danielle Ferreira, presidente do ISDA, é de fundamental importância a disseminação do conhecimento sobre a doença à população, pois trata-se de um caso ambiental e de saúde pública que, caso contraído, pode ser perigoso.
“Já tratamos essa abordagem a partir da interação entre meio ambiente, saúde humana e saúde animal, o que torna esse evento extremamente relevante para a gestão pública municipal, explicando seu papel, suas iniciativas e levando conhecimento e conscientização para a comunidade. Parabenizamos a Prefeitura de São Cristóvão por abrir as portas para a realização do evento”, afirma.
Natália Soares, voluntária do projeto Bichos do Campus, que cuida de animais dentro da UFS, compartilhou seu ponto de vista sobre a realização do evento e toda a programação em alusão ao Agosto Verde. Para ela, é essencial ampliar o diálogo com os moradores, devido à importância de ações conjuntas contra a proliferação da doença. “Acredito que essa é uma pauta que precisa ser levada diretamente à comunidade. Muitas pessoas, por falta de condições ou de conhecimento, não têm empatia para prevenir e proteger os animais e a si mesmas. É preciso que todos façam sua parte, tanto os moradores como a prefeitura, principalmente na limpeza de praças e terrenos, que é essencial no combate à doença.”
Estratégias de Saúde
A Saúde do município vem traçando estratégias de combate à Leishmaniose Visceral Canina junto à comunidade. Entre as ações, estão sendo realizadas, em várias localidades da cidade, incluindo os povoados, busca ativa de cães assintomáticos; orientações aos tutores sobre a doença e formas de prevenção; aplicação de medidas de controle vetorial; e ações educativas com a comunidade, em parceria com os serviços da Secretaria do Meio Ambiente.
Nas oportunidades de busca ativa, a equipe de agentes comunitários de endemias realiza exames nos cães para detecção da doença, além de aplicar a vacinação antirrábica. Com essas ações, é possível elaborar um relatório técnico sobre a situação da leishmaniose em São Cristóvão. Até o momento, os dados apontam que, de 82 testes realizados em cães, 24 tiveram resultado positivo.
De acordo com Daniella Fraga, coordenadora da Vigilância Ambiental de Saúde da SMS, “o objetivo é proteger a saúde dos animais e, consequentemente, prevenir a transmissão da doença para a população humana, garantindo mais qualidade de vida e segurança sanitária para todos.”
Fotos: Dani Santos
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