Escola e Galeria de Artes Vesta Viana amplia atuação social com oficinas para cerca de 240 crianças e adolescentes
A Escola e Galeria de Artes Vesta Viana iniciou uma nova etapa de sua atuação como espaço de formação artística e inclusão social. Por meio de uma parceria entre a Fundação Municipal do Patrimônio e da Cultura João Bebe Água (Fumpac), a Secretaria Municipal da Educação (Semed) e a Secretaria Municipal da Assistência Social (Semas), cerca de 240 crianças e adolescentes passarão a participar de oficinas artísticas no contraturno escolar.
A iniciativa atenderá, inicialmente, estudantes do 9º ano das Emef Araceles Rodrigues Correia, Gina Franco e São Cristóvão, além de crianças e adolescentes acompanhados pelos serviços da assistência social, como o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).
As atividades acontecerão de segunda a sexta-feira e oferecerão oficinas de dança, teatro e música. Além de estimular a criatividade e desenvolver habilidades artísticas, o projeto busca fortalecer a convivência, o senso de pertencimento e o protagonismo juvenil. A proposta é que, ao longo do processo formativo, os alunos desenvolvam produções artísticas que possam ser apresentadas durante o Festival de Artes de São Cristóvão (FASC), valorizando o talento dos participantes e aproximando-os de um dos mais importantes eventos culturais do município.
Formação artística e valorização da cultura
Para o prefeito Júlio Nascimento, investir na cultura é também investir no futuro da cidade, criando oportunidades para que crianças e adolescentes conheçam, vivenciem e preservem o patrimônio cultural de São Cristóvão.
Segundo ele, "fortalecer políticas públicas permanentes de formação artística é essencial para valorizar a identidade da primeira capital sergipana e preparar as novas gerações para manter viva essa história. A Escola e Galeria de Artes Vesta Viana contribuirá para ampliar o acesso às diversas atividades ao longo de todo o ano, dando novas oportunidades e democratizando o acesso à cultura."
De acordo com a presidenta da Fumpac, Paola Santana, o início das atividades na Escola de Artes representa uma oportunidade para que crianças e adolescentes descubram novos talentos, desenvolvam habilidades e enxerguem a arte como um caminho de formação e futuro profissional. "O mundo não é formado só de médicos e advogados. A gente precisa de músicos, de professores de teatro, de dança e de tudo que a gente conseguir ofertar aqui", destacou.
A presidenta também afirmou que a expectativa é que os alunos apresentem o resultado desse processo de aprendizagem durante o FASC, fortalecendo a identidade cultural do município e revelando novos artistas.
Educação e inclusão caminham juntas
A secretária municipal da Educação, Deise Barroso, destacou que as oficinas proporcionarão aos estudantes uma vivência artística capaz de estimular a sensibilidade, a criatividade e novas formas de expressão. "Em uma sociedade cada vez mais marcada pelo uso das telas e das redes sociais, iniciativas como essa incentivam crianças e adolescentes a explorarem suas emoções, fortalecerem a convivência e ampliarem suas perspectivas de futuro. Que esse projeto continue sendo construído de forma coletiva e que nossos alunos acreditem no seu potencial, descubram novos talentos e compreendam que a arte e a educação são ferramentas capazes de transformar vidas", afirmou.
Segundo o diretor da Escola e Galeria de Artes Vesta Viana, José Ancelmo, a retomada das atividades marca um novo momento para o equipamento cultural, que passa a cumprir sua vocação como espaço de formação, convivência e transformação social, ampliando o acesso de crianças e adolescentes às diferentes linguagens artísticas.
"O objetivo é que este seja um espaço onde os alunos possam descobrir talentos, desenvolver a criatividade e encontrar novas possibilidades para o futuro. A arte transforma vidas e queremos que eles se envolvam nesse processo, aprendam e, no fim dessa caminhada, possam apresentar suas produções. Que daqui surjam novos artistas, novos olhares e muitos talentos para a nossa cidade", disse o diretor.
Um dos estudantes que participará das oficinas é Aurélio Manuel, aluno do 9º ano da Emef São Cristóvão. Para ele, o projeto representa uma oportunidade de descobrir talentos, expressar sentimentos e construir novos caminhos para o futuro."A arte vai muito além de um desenho ou de uma apresentação. Ela é uma forma de mostrar quem somos, nossos sentimentos, nossas alegrias e dificuldades. Acho que esse projeto vai ser muito importante para nós, porque estamos começando uma nova fase da vida e podemos descobrir talentos que nem sabíamos que tínhamos."
Fotos: Heitor Xavier
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