Sucesso de público, vendas e diversidade cultural marcam encerramento do Festival do Camarão de São Cristóvão
O segundo e último dia da 2ª edição do Festival do Camarão de São Cristóvão, realizado neste fim de semana (20 e 21) pela Prefeitura de São Cristóvão, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (Semdet), consolidou o sucesso da união entre gastronomia, carcinicultura e diversidade cultural sancristovense. Com recorde de público e vendas, além da multiplicidade artística da Cidade Mãe de Sergipe, o evento impulsionou o turismo e destacou a cadeia produtiva do camarão no município, terceiro maior produtor do estado.
Segundo Josenito Oliveira, secretário da Semdet, o festival cumpriu o objetivo de atrair turistas e valorizar produtores e empreendedores locais, superando a primeira edição, realizada em 2023, graças à ampliação da programação. “Além de envolver a comunidade local, visitantes de outras cidades e fortalecer a economia, o evento se torna uma vitrine para a gastronomia de São Cristóvão, com destaque para os pratos à base de camarão, e para a riqueza arquitetônica da Praça São Francisco, reconhecida como Patrimônio da Humanidade”, pontuou.
Resultados positivos
Com 11 restaurantes da cidade apresentando pratos à base de camarão, Cozinha Show com chefs da Universidade Tiradentes (Unit), artesanato, apresentações musicais e cortejos tradicionais, a Praça São Francisco recebeu um grande fluxo de moradores e visitantes, celebrando o melhor que São Cristóvão tem a oferecer. Segundo dados da Semdet, é estimado que 3 mil pessoas tenham participado do Festival do Camarão, em que 3,6 mil pratos foram vendidos durante o fim de semana.
As parcerias com a Unit, Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Instituto Federal de Sergipe (IFS) também garantiram suporte essencial para o bom funcionamento do evento, tanto no atendimento ao público quanto na capacitação de profissionais da culinária e da carcinicultura ao longo do ano.
Valderez Santana, chef do restaurante Rainha, reforçou a importância de espaços como o festival para atrair novos clientes. “Isso é muito importante para a gente, para o nosso comércio. O retorno no sábado foi muito bom, só casa cheia. E domingo também teve o movimento intenso desde o início”, celebrou.
Já para Adeilde Santana, uma das sócias do restaurante Pôr do Sol, participar do evento foi uma oportunidade de conquistar prestígio e alcançar novos públicos. “Um espaço como esse é muito importante para os bares e restaurantes locais, porque atrai visitantes de fora e nos dá a oportunidade de apresentar os pratos de camarão e divulgar nossos restaurantes. Com isso, conseguimos mostrar o que temos de melhor e fortalecer a nossa gastronomia”, destacou.
A venda de camarão in natura, organizada pela Secretaria de Agricultura, Aquicultura e Pesca (Semagri) em parceria com criadores locais, também foi bastante procurada: 166 quilos de camarão foram vendidos ao longo do evento. O que também chamou a atenção do público foram os preços atrativos e a demonstração de como os animais são criados nos viveiros, com apoio técnico do IFS.
“Esses produtores recebem assistência técnica do Senar, em parceria com a Semagri de São Cristóvão, contando com todo o apoio da prefeitura. O resultado tem sido um sucesso: durante os dois dias de evento, o público nos procurou bastante, e nós mostramos como funciona todo o manejo, desde os viveiros até o produto final. Também contamos com a parceria do IFS e da UFS, que contribuem constantemente para esse trabalho de apoio e fortalecimento da atividade”, afirmou Elaine de Jesus, diretora de Aquicultura e Pesca.
Evento multicultural
O festival também valorizou a cultura associada ao camarão, reunindo artesanato, cortejos tradicionais e atrações musicais que encantaram o público enquanto apreciava os pratos. Na feirinha de artesanato, organizada em parceria com a Casa da Costura Dona Zil, a Casa dos Saberes e Fazeres e outros convidados, foram expostas peças produzidas a partir de reciclagem criativa, como barcos de madeira, bonecos de galhos e diferentes tipos de crochê. Para Isabela Bispo, coordenadora do Instituto Piabinhas, que apresentou o projeto Pescando Memórias, a oportunidade foi essencial para valorizar o trabalho de 25 mulheres envolvidas na iniciativa.
“Também é muito importante para a preservação da identidade local. Trouxemos embarcações feitas com materiais orgânicos e reciclados, contribuindo com o meio ambiente e trazendo uma mensagem que une identidade, cultura, geração de emprego e renda à preservação ambiental. É um espaço significativo, onde várias mulheres e a própria instituição estão sendo beneficiadas, levantando recursos para manter as atividades do projeto”, realçou.
A programação de domingo incluiu ainda o cortejo do Samba de Coco da Ilha Grande e shows das bandas Prata da Casa e Samba de Salto. Marcela Carvalho, integrante do grupo Samba de Salto, representou suas colegas ao mencionar a relevância do Festival do Camarão para o turismo, a arte e a cena musical sergipana em geral. “Isso potencializa o nosso trabalho, especialmente por sermos uma banda formada por mulheres sergipanas”, destacou.
Segurança e vigilância
Para garantir a tranquilidade do público, equipes municipais atuaram intensamente em segurança, fiscalização e vigilância sanitária. O trabalho contou com apoio da Superintendência Executiva de Trânsito e Transporte (Setran), além de seguranças públicos e privados.
“No geral, foi um fim de semana tranquilo. Não teve nenhum conflito, nenhuma ocorrência, porque fizemos a sinalização com antecedência, e isso é muito importante: chegar antes do público. Chegamos antes, fizemos toda a sinalização de bloqueio viário e também tivemos uma boa interação com os comerciantes, orientando no momento certo de trazer e descarregar a carga”, assegurou José Robson, diretor de Trânsito da Setran.
A Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde também esteve presente, garantindo a qualidade dos alimentos. “Durante o festival, os fiscais da Vigilância Sanitária acompanham de perto as condições de higiene das barracas, a manipulação correta dos alimentos, o armazenamento dos produtos e a validade dos ingredientes utilizados. O objetivo é garantir que o público possa saborear os pratos com segurança, sem riscos à saúde. Além da fiscalização, os profissionais também atuam de forma educativa, orientando os comerciantes sobre boas práticas de higiene e manipulação”, afirmou a coordenadora Cátia Patrícia.
Público satisfeito
Visitantes de várias cidades compareceram ao festival e demonstraram satisfação com a programação. Lorraine Fidelis, de Aracaju, contou que conheceu o evento pelas redes sociais e sua expectativa para conhecer o festival estava muito alta. “Percebi que tem uma grande variedade de pratos e atrações e isso chama muito a atenção. Na primeira edição, eu fiquei sabendo, mas não consegui participar. Neste ano, fiz questão de vir para conhecer, ver os restaurantes e experimentar os pratos”.
Paulo Correia e seu filho Luiz, também de Aracaju, aproveitaram a visita como um momento de lazer em família. “De vez em quando eu frequento São Cristóvão, compro tapioca e outras coisas para vender na feira em Aracaju. Dessa vez, fiquei sabendo do festival porque vi a estrutura armada e resolvi dar um pulinho para conhecer. Achei muito interessante, com várias opções de pratos relacionados ao camarão, excelente!”, concluiu.
Fotos: Dani Santos
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