Prefeitura de São Cristóvão lança Roteiro de Educação Patrimonial para aproximar estudantes da história e da cultura local
A Fundação Municipal do Patrimônio e da Cultura João Bebe Água (Fumpac), por meio da Diretoria de Patrimônio Cultural (Dipac), em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (Semdet), o Museu Histórico de Sergipe e o Museu de Arte Sacra de São Cristóvão, lançou o Roteiro de Educação Patrimonial. A iniciativa busca aproximar os estudantes da rede pública municipal de ensino do patrimônio histórico e cultural da cidade por meio de visitas guiadas ao Centro Histórico, com percursos educativos que abordam a história, a arquitetura, a memória e a importância da preservação dos bens culturais do município.
O projeto é voltado inicialmente para estudantes do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental, com visitas programadas para as quintas-feiras, mediante agendamento pelas instituições de ensino. A ação busca fortalecer o sentimento de pertencimento dos jovens, estimular a valorização da história local e contribuir para a formação de cidadãos conscientes da importância da preservação do patrimônio cultural. Ao final da atividade, os estudantes recebem a Cartilha de Educação Patrimonial, e professores e alunos participam de avaliações que contribuirão para o aprimoramento da iniciativa.
Segundo Sueline Monteiro, diretora de Patrimônio Cultural da Fumpac, o roteiro foi desenvolvido para complementar o conteúdo de Educação Patrimonial já trabalhado nas escolas, proporcionando aos estudantes a oportunidade de conhecer de perto os espaços históricos da cidade. “Temos aqui a Praça São Francisco, que é Patrimônio Mundial, mas muitas crianças ainda não sabem o porquê de ela receber esse título e por que precisamos preservar toda essa riqueza presente em nossa cidade”, explicou.
A diretora destacou que a proposta é tornar o aprendizado mais dinâmico e acessível, aproximando os estudantes do patrimônio histórico e incentivando a preservação da memória local. Durante as visitas, os alunos contam com mediação educativa adaptada à faixa etária e utilizam o Mapa do Guardião para explorar os espaços. Ao final, também recebem uma cartilha com conteúdos complementares, jogos e desafios. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre o patrimônio histórico e incentivar os estudantes a se tornarem guardiões da memória e da cultura local. As escolas municipais interessadas em participar podem solicitar o agendamento das visitas por meio de ofício à Diretoria de Patrimônio Cultural.
Para Carla Menezes, professora de Língua Portuguesa do 6º ano da EMEF São Cristóvão, o roteiro é uma oportunidade de aproximar os estudantes da história e da cultura do município onde vivem. “Estamos numa cidade histórica e nem todos têm acesso a esses espaços culturais. Todos moram na cidade, mas muitos não sabem, nem ouviram falar. Então, acho de suma importância para que eles conheçam a cidade onde moram e a própria origem”, destacou.
A professora também avaliou positivamente a metodologia utilizada durante a visita, ressaltando o interesse e a participação dos estudantes nas atividades. “Foi bem didático e bastante interessante, porque falaram na linguagem deles. Caminhamos, fomos conhecendo alguns pontos importantes e eles demonstraram total interesse, ficando concentrados nas explicações dos orientadores e fazendo perguntas. A cada resposta, surgiam novas curiosidades.”
Alunos interessados na cultura sancristovense
A estudante Ester Gonçalves, do 6º ano da EMEF São Cristóvão, destacou a importância de conhecer o patrimônio histórico da cidade onde vive. “É muito legal conhecer o patrimônio e poder vê-lo, já que a gente mora na cidade. A atividade foi muito legal e acho que meus colegas também gostaram muito”, contou.
Ester também demonstrou entusiasmo com a cartilha educativa recebida durante a visita e pretende explorar as atividades em casa. “Vou ler em casa. Tem os joguinhos, vou pintar, escrever e ler”, afirmou.
O estudante Davi Lucca, morador do povoado Caipe Velho, também aprovou a experiência e destacou os aprendizados durante a visita ao Centro Histórico. “Gostei muito. Aprendi várias coisas sobre as praças, as igrejas e o museu”, disse. Ele também contou que já havia conhecido alguns desses espaços em passeios anteriores realizados pela escola.
Para Ivanilson Ramos, morador do povoado Candeal, a visita foi uma oportunidade de conhecer melhor a história do município. “Achei o passeio muito legal, visitando o museu, as igrejas e conhecendo mais sobre São Cristóvão e os patrimônios históricos”, contou.
Os roteiros das visitas
O Roteiro de Educação Patrimonial oferece duas opções de percurso pelo Centro Histórico de São Cristóvão, destinadas aos estudantes do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental. O primeiro contempla a Praça São Francisco, o Museu de Arte Sacra de São Cristóvão e a Igreja Nossa Senhora da Vitória, conhecida como Igreja Matriz. O segundo inclui a Praça São Francisco, o Museu Histórico de Sergipe e o Complexo do Carmo.
Ambos começam com uma recepção aos estudantes, a apresentação do projeto e a exibição de um vídeo introdutório sobre a história e a cultura local. Durante o percurso, os participantes recebem o Mapa do Guardião, utilizado para identificar os pontos históricos e acompanhar as atividades educativas.
As visitas abordam diferentes aspectos da história, da arquitetura, da religiosidade e da formação cultural de São Cristóvão, destacando a importância dos espaços para a memória e a identidade do município. Ao longo dos percursos, os mediadores estimulam a participação dos estudantes com perguntas e atividades interativas. Ao final, alunos e professores avaliam a experiência, enquanto os estudantes recebem a Cartilha de Educação Patrimonial para aprofundar os conhecimentos adquiridos.
Cartilha de Educação Patrimonial
A iniciativa também conta com a Cartilha de Educação Patrimonial, elaborada pela Prefeitura de São Cristóvão, por meio da Fumpac, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O material busca ampliar o conhecimento sobre a importância da preservação do patrimônio cultural, fortalecer o vínculo da população com a história e a identidade local e estimular a participação da comunidade na proteção dos bens históricos de São Cristóvão.
Foto: Dani Santos
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