Prefeitura de São Cristóvão e Caixa realizam visita técnica para obra de macrodrenagem do Grande Rosa Elze
Nesta terça-feira (03), a Prefeitura de São Cristóvão realizou, juntamente com a Caixa Econômica Federal, uma visita técnica nas áreas onde será executada a obra de macrodrenagem do Grande Rosa Elze. A intervenção, realizada em parceria com o Governo Federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), conta com um investimento de aproximadamente R$ 100 milhões e tem como objetivo organizar o fluxo de drenagem da região, reduzindo os transtornos causados pelas enchentes e garantindo mais qualidade de vida para a população.
A ação contou com a participação da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) e da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). A Assistência Social acompanha a iniciativa para avaliar os possíveis impactos da obra na vida das famílias da região. Embora não estejam previstos reassentamentos neste momento, a gestão reconhece que intervenções desse porte, por terem longa duração, acabam gerando impactos na rotina da comunidade. Por isso, o trabalho da Semas também envolve conhecer de perto a realidade dessas famílias e promover a integração delas com as etapas das obras que serão realizadas.
De acordo com o prefeito Júlio Nascimento, essa obra vai transformar a realidade do sistema de drenagem dessa região e trazer mais segurança para a população nos períodos de chuva. “Uma intervenção desse porte não envolve apenas infraestrutura, mas também famílias e rotinas que são impactadas ao longo da execução. Por isso, essa visita técnica é tão importante, nos permite acompanhar de perto cada etapa e garantir que o desenvolvimento urbano aconteça com responsabilidade social e cuidado com quem vive aqui”, afirmou o prefeito.
Segundo Verônica Nunes, diretora municipal de Programas Especiais da Semas, nessa fase inicial, o primeiro passo é saber quais os impactos que essas grandes obras irão causar junto às famílias destas localidades. "Obras de longa duração trazem impactos indiretos, como o tráfego de veículos pesados e o fechamento de ruas. Por isso, é essencial conhecer a realidade das famílias e manter um diálogo constante para garantir que a comunidade participe e esteja ciente do andamento do projeto”, destacou Verônica.
No bairro Eduardo Gomes, será realizada a drenagem de bueiros, poços de visita e tubulações de drenagem. Além disso, será construída uma bacia de drenagem para captação e direcionamento da água da chuva para as lagoas, criando pontos de captação e retenção das águas das chuvas. Isso irá contê-las e liberá-las progressivamente para os corpos hídricos naturais.
Já na região do Marcelo Déda, a intervenção vai ampliar e qualificar o sistema de escoamento pluvial existente. O projeto inclui melhorias nas estruturas subterrâneas de drenagem e a implantação de um reservatório de amortecimento, responsável por armazenar temporariamente o volume das chuvas e conduzi-lo de forma controlada até as lagoas da área.
Segundo Victor Cardoso, engenheiro da Seminfra, o sistema de drenagem e escoamento dos bairros que fazem parte do Grande Rosa Elze sofrem com assoreamento e resíduos sólidos, o que reduz a capacidade de vazão. “Eles não têm uma capacidade hidráulica de vazão suficiente para que, durante o momento de chuva, consigam dar vazão para o ponto mais baixo. O propósito do projeto é fazer com que essa água seja captada e levada para o ponto correto, sem gerar os transtornos que tem gerado”, pontuou o engenheiro.
Ainda de acordo com Victor, essa obra vai impactar na “saúde urbana, porque a população já não vai ter contato com o nível da água subindo durante uma chuva, também aumenta a mobilidade, porque quando chove e alaga uma rua, a pessoa não consegue sair de casa, então isso melhora várias partes do dia a dia da pessoa.”
Igor Santos, arquiteto e urbanista da Secretaria de Infraestrutura, explicou que neste momento, as equipes da Semas e Seminfra estão se reunindo com a equipe social da Caixa para tratar da elaboração do trabalho social e realizar visitas nas áreas de impacto. “Estamos realizando isso a fim de compreender a dimensão social da obra e dialogar com a população. A Caixa acompanha todo esse processo, antes e durante a execução, pois é a responsável pelo controle das operações dos recursos do Governo Federal”, explicou Igor.
Foto: Heitor Xavier
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