07/10/2026

Prefeitura de São Cristóvão amplia oferta de camarão na merenda escolar da rede municipal

Nesta semana, a Prefeitura de São Cristóvão, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed), ampliou a oferta de camarão na alimentação escolar do município. A iniciativa começou em 2024, como projeto-piloto, foi expandida para mais unidades da rede em 2025 e, neste ano, passou a atender todas as instituições de ensino do município, com exceção das creches.

O camarão é servido uma vez por mês, como forma de diversificar o cardápio e ampliar a oferta de proteínas aos estudantes, além de valorizar um alimento que faz parte da cultura e da produção local. São Cristóvão é um dos principais produtores de camarão de Sergipe, e a iniciativa também aproxima a alimentação escolar dos hábitos e da realidade do município.

A oferta da proteína não inclui as creches devido ao potencial alergênico do camarão e à faixa etária atendida por essas unidades. Para a distribuição nas demais instituições, a Semed realizou previamente um levantamento junto aos pais ou responsáveis e aos alunos maiores de idade para identificar possíveis casos de alergia ou intolerância alimentar.

Segundo a nutricionista Andrea Magalhães, o processo de ampliação da oferta do camarão no cardápio seguiu critérios e protocolos de segurança alimentar. “A aceitação desse tipo de proteína segue critérios e protocolos de segurança. Por isso, precisamos da autorização do responsável legal ou dos alunos maiores de 18 anos para o consumo do camarão na escola. Para as crianças que não podem ou não querem consumir camarão, é oferecida uma segunda opção de proteína”, explicou.

Andrea Magalhães, nutricionista 

Andrea também destacou que as equipes responsáveis pela preparação da alimentação escolar foram orientadas para a inclusão do alimento no cardápio. “Todo o preparo e todas as receitas são feitas respeitando também os alimentos previstos nas dietas específicas. As merendeiras foram capacitadas para o preparo do camarão e das receitas que foram incluídas no cardápio. Ficamos muito felizes porque é uma oferta que diversifica a alimentação dos nossos alunos”, acrescentou.

Além da capacitação das merendeiras, professores e cuidadores também receberam orientações sobre os cuidados após a refeição. “Depois da refeição, os professores e cuidadores orientam os alunos sobre a higienização das mãos e da região ao redor da boca. É uma ação simples, mas muito importante, porque ajuda a evitar possíveis reações em outros colegas que tenham contato com resíduos do alimento. É uma oferta que conseguimos incorporar ao nosso cardápio com o apoio dos gestores das instituições escolares”, reforçou Andrea.

A nutricionista Leila Gomes, da Diretoria de Alimentação Escolar, destaca que a iniciativa também está alinhada às diretrizes da Política Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que incentiva a utilização de produtos locais e da agricultura familiar. “Dentro dessa política existe a prioridade de inserir produtos locais da agricultura familiar, e a gente sabe que, aqui em São Cristóvão, o camarão e os mariscos são alimentos muito presentes na cultura local”, afirmou.

Leila Gomes, nutricionista 

Leila explica que as creches não foram incluídas nesta etapa da iniciativa devido à idade das crianças atendidas. “As creches não estão incluídas porque trabalham com crianças de até três anos, que ainda estão em uma fase de introdução alimentar e precisam de um acompanhamento mais específico em relação aos alimentos com potencial alergênico. Isso não se aplica apenas ao camarão, mas também a outros alimentos, como ovo e amendoim. Por isso, preferimos não incluir o camarão nesse momento”, esclareceu.

Para Fernanda Machado, gestora da EMEF Frei Fernando, a presença do camarão na alimentação escolar também representa uma forma de valorizar a cultura do município. “São Cristóvão é um dos principais produtores dessa proteína em Sergipe, então essa iniciativa é uma valorização da cultura local. Temos aqui na escola crianças que têm familiares que trabalham na maré e que já vivenciam essa cultura e consomem essa proteína em casa, com a família”, destacou.

Fernanda Machado, gestora da EMEF Frei Fernando

Fotos: Dani Santos 

Publicado por Érica Xavier
Fotos por Dani Santos
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