Praça São Francisco celebra 16 anos de chancela com retomada do projeto Seresta nas Ruas
Nesse sábado (1º), a Prefeitura de São Cristóvão, por meio da Fundação Municipal do Patrimônio e da Cultura (Fumpac), realizou a cerimônia de abertura da programação em celebração aos 16 anos da chancela da Praça São Francisco como Patrimônio Cultural da Humanidade, título concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Em comemoração à data, o público acompanhou a retomada do projeto Seresta nas Ruas e o lançamento de cartilhas educativas voltadas para diferentes faixas etárias. A programação segue até o dia 5 de agosto, com atividades voltadas à valorização, preservação e difusão da história e da importância desse patrimônio para a população.
O prefeito de São Cristóvão, Júlio Nascimento, destacou a importância de a população compreender o valor do patrimônio e o significado do título concedido pela Unesco à cidade. “A Praça São Francisco é patrimônio e pertence ao povo de São Cristóvão, ao povo de Sergipe e ao mundo, e a população precisa identificar que essa praça, Patrimônio Cultural da Humanidade, também faz parte da vida de cada um de nós. Reconheço que é dever do poder público cuidar da sua manutenção, buscar formas para que ela seja mais acolhedora e seja parte essencial na vida das próximas gerações também, mas é um dever em conjunto com a comunidade, preservar sua história e sua estrutura”, declarou.
As ações em comemoração aos 16 anos da chancela da Praça São Francisco têm como objetivo aproximar os moradores do patrimônio histórico, incentivando o conhecimento sobre a importância do monumento e fortalecendo o sentimento de pertencimento da população. Com essa proposta, a abertura da programação contou com a retomada do projeto Seresta nas Ruas, que levou música, memória e patrimônio às ruas do Centro Histórico em um cortejo conduzido pela Banda RSOM, responsável por acompanhar o público ao longo do percurso.
Integrante da Banda RSOM, Edvaldo Mangueira compartilhou sua alegria com a retomada do projeto e com a oportunidade de voltar a participar das serestas. “Nas serestas de ruas de anos passados eu participei, e graças à oportunidade que a gestão nos deu, estou aqui novamente. Música e cultura juntas são algo universal, todo mundo gosta, e que bom que a volta desse projeto encantou um público de idades diferentes. Eu me sinto muito honrado e muito bem com isso. Música é o que mais gosto de fazer na vida”, ressaltou.
Após o cortejo, foi realizada a solenidade de abertura da programação, seguida do lançamento das cartilhas sobre educação patrimonial, desenvolvidas pela Prefeitura de São Cristóvão em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e distribuídas aos moradores e visitantes. Os materiais foram elaborados para ampliar o conhecimento da população sobre a importância da preservação do patrimônio cultural e fortalecer o vínculo da comunidade com a história e a identidade do município.
De acordo com Luiz Eduardo Oliva, superintendente do Iphan, a iniciativa de educação e preservação de patrimônio é essencial. “É importante reconhecermos o que é patrimônio, a Praça São Francisco para receber esse título super importante, passou por alguns critérios, os quais seguem até hoje, como a exemplo da sua preservação e importância dela para a comunidade. Celebrar 16 anos da chancela é muito importante, é celebrar um marco e o diferencial que poucas cidades no Brasil tem, e que em Sergipe apenas São Cristóvão tem. Aqui pertence ao mundo, e São Cristóvão recebe muito bem pessoas vindo de toda parte, com beleza, com acolhimento e a Praça São Francisco é um dos mais belos cartões postais”.
Morador de São Cristóvão, Júnior Macário compartilhou sua alegria em celebrar os 16 anos de reconhecimento da Praça São Francisco, um lugar que faz parte da sua história e que passou a pertencer ao mundo. “Como morador da cidade, me sinto privilegiado por fazer parte dessa história e por ter esse símbolo que traz uma nova visão e uma grandeza ainda maior para o nosso patrimônio.E como professor, acredito que a gente só ama aquilo que conhece. Por isso, é fundamental promover essa educação patrimonial desde a infância até a vida adulta, para que todos conheçam e valorizem o nosso patrimônio. Isso nos dá segurança para preservar a nossa cultura e compreender o significado que essa praça tem para a cidade”, finalizou.
A noite foi encerrada com uma apresentação artística na Rua Gastronômica, realizada pelo grupo Chorinho e os Tabaréus. O evento também contou com a participação da Feira São Criativos, aproximando ainda mais o público da cultura e da identidade de São Cristóvão por meio do artesanato e da culinária local.
Fotos: Dani Santos
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