Fasc 2025 movimentou mais de R$12 milhões na economia em São Cristóvão
O Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc) chegou à sua 40ª edição em 2025 com o tema “Na cultura a gente se encontra”, reafirmando sua importância como um dos maiores eventos culturais do Nordeste. Com 53 anos de história, o festival do último ano foi considerado o maior de todos os tempos, reunindo 113 artistas brasileiros, mais de 80 deles sergipanos, e demonstrando sua forte valorização dos talentos e potenciais do estado.
Realizado entre os dias 20 e 23 de novembro, o Fasc atraiu aproximadamente 70 mil pessoas por dia, fortalecendo o turismo, ampliando a visibilidade do município e gerando um impacto social e econômico superior a R$12 milhões ao longo dos quatro dias de programação. O crescimento contínuo do festival a cada edição consolida sua relevância no cenário cultural e evidencia sua capacidade de impulsionar o desenvolvimento local.
Além de promover a arte e a cultura, o Fasc também se destaca como um importante espaço de oportunidades para quem empreende na cidade. O evento beneficia diretamente setores como comércio, hospedagem, artesanato e demais atividades artísticas, fortalecendo a economia criativa e produtiva de São Cristóvão.
Na 40ª edição, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsurb), responsável pela organização e fiscalização dos espaços públicos destinados à comercialização, disponibilizou 124 pontos de venda. Os espaços foram distribuídos entre barracas de drinks, alimentos preparados, artesanato e comércio ambulante (isopor), organizados estrategicamente nas praças São Francisco, Matriz, do Carmo e Bandeira.
Para Júlio Nascimento, prefeito de São Cristóvão, o Fasc 2025 foi histórico, com recorde de público e isso trouxe grandes frutos para a cidade, especialmente na economia. “Foi a primeira edição da nossa gestão, e superou todas as nossas expectativas e com ganhos significativos. Nossa cidade teve mais visibilidade, movimentamos a economia e celebramos nossas raízes e identidades. O Fasc reafirma nosso compromisso com o turismo, economia e cultura sancristovense e sergipana”.
Por meio de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (Semdet), a EJAUFS Consultoria e a Economik, empresa júnior de economia, foi realizada uma pesquisa socioeconômica durante o festival. A coleta de dados ocorreu in loco, por meio de entrevistas, envolvendo 100 ambulantes, 50 comerciantes, 60 artistas, 20 locatários e 657 visitantes ao longo dos quatro dias de evento.
Para Josenito Oliveira, secretário da Semdet, o festival garante acesso gratuito à cultura e à arte, independentemente da classe social. “Pesquisas indicam que o evento aquece a economia local e movimenta diversos setores, como bares, restaurantes, mercearias e o comércio ambulante em geral, não apenas em São Cristóvão, mas também nas cidades circunvizinhas”.
Celebra ainda, o impacto positivo nos variados setores econômicos. “O impacto positivo se estende ainda aos meios de hospedagem, ao transporte e aos artistas que se apresentam no festival, que recebem cachê pelo seu trabalho. Com isso, o Fasc fortalece a economia do município, gera emprego e renda e traz benefícios diretos para a população de forma ampla”, pontuou Josenito.
A partir dessa amostragem, foi estimado o faturamento médio por segmento: R$ 175.200,00 para locatários; R$ 239.000,00 para artistas locais; R$ 73.927,00 para artesãos; R$ 575.566,67 para ambulantes; e R$ 1.364.725,00 no setor do comércio. Os números reforçam o impacto direto do Fasc na geração de renda e no fortalecimento da economia local.
A análise socioeconômica do Fasc 2025 evidencia o papel estratégico do festival no desenvolvimento econômico, social e cultural de São Cristóvão. Os resultados apontam um elevado volume de gastos do público, que alcançou cerca de R$12,8 milhões no cenário central, superando o total de investimentos realizados. Além disso, o evento contribuiu para a geração de mais de mil ocupações temporárias, beneficiando diretamente ambulantes, comerciantes, artistas, locatários e prestadores de serviços.
Realização
Em 2025, o Festival de Artes de São Cristóvão foi apresentado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, com iniciativas da Prefeitura de São Cristóvão, através da Fundação Municipal do Patrimônio e da Cultura João Bebe Água (Fumpac), e do Governo do Estado de Sergipe, por intermédio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap).
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