Falando de nós – roda de conversa debate sobre a saúde da população trans de São Cristóvão
Em 31 de março é comemorado o dia Internacional da Visibilidade Trans, e com o intuito de construir uma pauta de políticas públicas voltadas para a população trans e não binária de São Cristóvão, a coordenação de políticas para a população LGBTQIA+ da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) realizou uma série de ações, como visita ao Ambulatório Trans de Lagarto, debates em equipamentos públicos, retificação de nome e gênero em cartório, dentre outros.
Nesta segunda-feira foi a vez de realizar a roda de conversa “Falando de nós” do Programa Diálogos Diversidade e Inclusão realizada em parceria com a UFS. O projeto pretende abordar vários temas e foi iniciado com a discussão sobre a população trans. Para a coordenadora de políticas para a população LGBTQIA+ do município, Sandra Sena, a discussão de políticas para a população trans é um grande gargalo na área. “Em todo o território de Sergipe nós só temos um ambulatório para essa população que é o de Lagarto, administrado pela Universidade Federal de Sergipe, e aqui a gente está dialogando com a UFS para ver o que a gente pode fazer no município para melhorar a vida da população trans”, afirmou Sandra.
A professora e fonoaudióloga Roxane de Alencar Irineu, do ambulatório trans de Lagarto, para fomentar as discussões, focou a sua participação esclarecendo as políticas públicas de saúde para a população trans já existente, e no histórico do Ambulatório Trans de Lagarto. “Nós professores estamos lutando para manter os princípios norteadores, para que o ambulatório siga o caminho que foi pensado junto com os movimentos sociais, junto com a população de pessoas trans. Entendo que o que Sandra e o município de São Cristóvão quer com esse debate é dar o ponta pé inicial para a implantação de um ambulatório em São Cristóvão e o município tem se aproximado da Universidade para seguir com o projeto”, esclareceu ela.
Para Pedro Fontes do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat) no município, é muito importante a criação de espaços onde se discutam as questões de saúde relacionada a população LGBTQIAPN+. “São questões urgentes para a gente pensar a saúde da população trans e travesti, é um momento importante e a gente acredita que esse é um dos primeiros passos para a construção de efetivas políticas públicas dentro do município. Esse espaço, dentre outros, deixa a gente animado para debater essas questões junto a prefeitura”, declarou Pedro.
Na programação ainda está prevista para o dia 22, a edição de mais um Você Sabia? no Centro de Referência em Segurança Alimentar e Nutricional (Cresan); e o acompanhamento para confecção de RG no Centro de Referência em Direitos Humanos LBGTQIAPN+ do Estado de Sergipe. São ações para amenizar e reduzir as desigualdades existentes quando nos referimos a essa população.
Fotos: Dani Santos
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