Fórum de eleição renova membros da sociedade civil no COMPIR e fortalece política de igualdade racial em São Cristóvão
Na última quinta-feira (13), a Prefeitura de São Cristóvão, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), realizou o fórum de eleição para a renovação de sete vagas destinadas à sociedade civil no Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR), para o biênio 2026/2028. O encontro aconteceu na Universidade Federal de Sergipe (UFS) e reuniu representantes de diferentes segmentos da sociedade civil para a escolha dos novos integrantes do colegiado.
A participação da sociedade civil em espaços de diálogo e construção coletiva é fundamental para fortalecer as políticas públicas de promoção da igualdade racial em São Cristóvão. Por meio dos conselhos municipais, representantes da população podem apresentar demandas, contribuir para a definição de prioridades e acompanhar a execução das ações desenvolvidas pelo poder público.
No COMPIR, a sociedade civil também exerce papel importante na construção, no acompanhamento e na fiscalização das políticas voltadas à promoção da igualdade racial no município. O presidente do COMPIR e diretor municipal de Igualdade Racial, Edilberto Filho, ressaltou que o conselho é essencial para o município que tem o foco e objetivo na igualdade. “Elegemos membros da sociedade civil para compor nosso conselho, é uma etapa necessária e que mostra o protagonismo e a força política de um movimento social dentro do nosso município”.
Gicélia Mendes da Silva, pró-reitora de Equidade Racial e Ações Afirmativa da UFS e palestrante do fórum, destacou a importância de toda a comunidade estar envolvida nas questões que dizem respeito às pautas sociais como um todo, especialmente a pauta racial. “Aqui na universidade, procuramos fazer todo esse movimento, e a minha presença neste fórum está voltada para a importância de que os conselhos precisam existir e precisam estar ativos. Quem está na gestão, está fazendo as normativas e a comunidade tem a função de acompanhar, cobrar, sugerir e fiscalizar. O conselho não basta estar no papel, é preciso que as pessoas se comprometam a compor o mesmo, que sejam atuantes e façam seus papéis. O espaço funcionando, ajuda a comunidade a ter seus benefícios às questões que foram pautadas e requeridas alcançadas”.
Componente da sociedade civil no COMPIR, Vanessa Conceição, enfatizou a importância da presença de pessoas de terreiro dentro do conselho, para ela, é uma forma de manter um diálogo com diferentes territórios e com as diferentes áreas da administração municipal.
“É por meio desse diálogo e da participação que conseguimos fortalecer as políticas de igualdade racial no município. O Conselho de Igualdade Racial funciona justamente para isso: para que tenhamos políticas públicas voltadas para a pauta racial. O Conselho está próximo à gestão para que possamos apresentar e fortalecer essa pauta, além de exercer o papel de fiscalização e de proposição de ações. O nosso terreiro, Ilé Àse Òpó Osogunlade, é reconhecido como patrimônio cultural desde 2011 e, por meio da cultura, conseguimos desenvolver atividades educativas relacionadas à educação étnico-racial. Ao longo de todo o ano, realizamos diversas atividades nesse sentido. Então, veja, como é essencial termos espaço em um conselho, onde podemos pontuar a importância que os terreiros têm na educação, cultura e tradição de um povo”, compartilhou.
Fotos: Erica Xavier
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