18/08/2026

Agosto Verde: São Cristóvão realiza busca ativa nas comunidades para combater a Leishmaniose Visceral Canina

A Prefeitura de São Cristóvão, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza durante todo o mês de agosto ações de conscientização e prevenção à Leishmaniose Visceral Canina (LVC), doença que pode ser transmitida de animais para humanos. A iniciativa integra a campanha Agosto Verde, voltada à disseminação de informações sobre a doença e às medidas de prevenção. As ações são realizadas em diferentes comunidades do município e incluem testagem de cães, orientações sobre formas de prevenção e cuidados com os animais, além da vacinação antirrábica de cães e gatos. Nesta terça-feira (18), o povoado Tinharé recebeu as atividades da campanha.

Testar animais para a Leishmaniose de maneira frequente é uma medida fundamental para a saúde deles e dos humanos, uma vez que a transmissão acontece quando o vetor conhecido como mosquito palha, transmite o protozoário Leishmania chagasi no momento em que ele pica cães ou outros bichos infectados e depois pessoas ou animais sadios, causando a Leishmaniose Visceral, conhecida como Calazar. Neste mês de agosto, já foram realizados 75 exames até o momento. 

Esse é o tipo mais comum e mais grave da doença, que compromete órgãos internos, resultando em febre prolongada, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, anemia, e em casos mais delicados pode chegar à disfunção renal, hepática, e hemorragia, o que leva ao óbito em 90% dos casos.  

Para Daniella Fraga, coordenadora da Vigilância Ambiental de Saúde do município, é levando informação e orientação para a comunidade que a rede de saúde municipal terá mais eficácia na prevenção à transmissão. “A campanha Agosto Verde, é um importante momento de conscientização sobre a Leishmaniose Visceral, uma doença grave que envolve a saúde animal e humana. Quando tratamos dessa doença, precisamos reforçar que o animal, nesse caso o cão, é um importante reservatório do parasita e que a transmissão ocorre pela picada do mosquito. O combate é necessário, e precisa envolver a prevenção, o diagnóstico dos animais, o cuidado com o ambiente e a participação popular”. 

Daniella Fraga, coordenadora da Vigilância Ambiental de Saúde do município

Através das ações da Vigilância Ambiental em Saúde, a SMS vai até os povoados e comunidades mais distantes em diferentes regiões da cidade para levar serviços de combate e conscientização sobre à doença, e realizando exames nos cães para que seja feito uma pesquisa, um diagnóstico e o animal seja direcionado a um tratamento. “Com orientação, investigação, diagnóstico e acompanhamento das situações de risco, sempre trabalhando de forma integrada com os profissionais de saúde e a comunidade”, reforçou Daniella. 

A conscientização nas comunidades é essencial, torna-se um passo assertivo para o combate da doença. “É importante destacar que não existe uma única ação capaz de controlar a doença: precisamos cuidar do ambiente, evitar matéria orgânica acumulada, manter os quintais limpos, proteger os animais e procurar os serviços de saúde diante de sinais suspeitos”, acrescentou a coordenadora de Vigilância Ambiental em Saúde. 

Coleta do exame e população 

O exame animal é realizado por meio da coleta de uma pequena amostra de sangue da veia, seguindo duas etapas. Primeiro, aplica-se um teste rápido no próprio laboratório, com resultado imediato. Se for reagente, o restante da amostra é encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) para um exame mais específico, cujo resultado final é liberado apenas após a conclusão da análise. No momento da testagem, também é feito o cadastro com informações do tutor e do animal. Nos casos positivos, a SMS orienta a melhor maneira de buscar tratamento. 

Em complemento às ações de prevenção à Leishmaniose, a Vigilância Ambiental em Saúde também realizou a atualização da vacinação antirrábica de cães e gatos. A iniciativa foi antecipada para ampliar o acesso à imunização na comunidade, considerando a distância do povoado em relação ao centro urbano do município, mesmo antes do início da campanha anual contra a raiva. De janeiro a julho, o município já contabiliza 1.174 vacinas aplicadas.

Noeme Andrade, moradora do povoado Tinharé, aprovou a ação em sua comunidade. “Achei muito bom e importante. Acho super legal quando os serviços vêm até a população, e temos que aproveitar. Eu mesma, tenho dois cachorros, e trouxe eles vacinar e realizar o exame. Fui muito bem atendida e deu tudo certo”, pontuou. 

Noeme Andrade, moradora do povoado Tinharé

Fotos: Heitor Xavier 

Publicado por Érica Xavier
Fotos por Heitor Xavier
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