São Cristóvão sedia III Simpósio Nordestino de Floricultura e se destaca com projeto que gera renda e inclusão
Nesta terça-feira (05), São Cristóvão sedia durante esta semana a 3ª edição do Simpósio Nordestino de Floricultura e Plantas Ornamentais (Sinflor), promovido pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). O evento reúne profissionais do ensino, da pesquisa, da extensão e do setor produtivo para debater a cadeia da floricultura e das plantas ornamentais, destacando o potencial do Nordeste nesse segmento. A Cidade Mãe ganha protagonismo no evento por ser participante do programa “Flores para Todos”, que incentiva o cultivo de flores de corte como alternativa de geração de renda para a agricultura familiar em três comunidades.
O simpósio, que acontece até a quinta-feira (07), fortalece a ciência, a tecnologia e a inovação inclusiva ao estimular o intercâmbio de conhecimentos, práticas e experiências sobre a produção de flores, plantas ornamentais e paisagismo na região. Além de ampliar o diálogo entre diferentes setores, o evento cria oportunidades para novos negócios e parcerias, abordando temas estratégicos para consolidar a floricultura como um empreendimento sustentável e promissor no Nordeste.
Josenito Oliveira, secretário do Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, vê a realização do simpósio com um reforço no compromisso institucional com o fortalecimento da floricultura no município, aliado a políticas públicas de desenvolvimento. “Esse simpósio é muito importante e conta com o apoio da prefeitura por meio do projeto “Flores para Todos”, que é uma iniciativa que reúne três dimensões essenciais: a ambiental, com foco na preservação; a social, promovendo inclusão; e a econômica, voltada principalmente à geração de emprego e renda. É um projeto que estamos implantando no município para criar oportunidades e melhorar a vida dos nossos munícipes.”
A professora do Departamento de Agronomia da UFS e coordenadora do projeto em Sergipe, Maria Aparecida Moreira, destacou que o estado tem se consolidado na floricultura como uma atividade econômica promissora e em expansão, e afirmou que o simpósio é uma grande oportunidade para divulgar o que vem sendo feito por aqui. “Os grandes polos nacionais costumam ser lembrados primeiro, mas Sergipe vem construindo uma trajetória consistente, com produtores dedicados, experiências exitosas na agricultura familiar e pesquisas que comprovam o potencial da floricultura como alternativa de renda. Esse simpósio é uma vitrine desse trabalho e, sobretudo, uma oportunidade de conexão com outros estados do Nordeste. Quando trocamos experiências, encurtamos caminhos e fortalecemos toda a região.”
Maria Aparecida também falou que a floricultura ainda enfrenta preconceitos que precisam ser superados para o pleno reconhecimento da sua importância econômica e social. Para ela, “a atividade, muitas vezes, é vista como algo secundário ou supérfluo, chegando a ser associada a estereótipos de gênero, com ideias ultrapassadas de que ‘flor é coisa de mulher’. É preciso afirmar que essa visão não corresponde à realidade. A floricultura é uma atividade séria, técnica e estratégica, que gera renda, sustenta famílias, movimenta a economia local e cria oportunidades onde, muitas vezes, outras culturas não conseguem chegar.”
Moradora do Assentamento Emília Maria, Joana Angélica, agricultora familiar, constatou o impacto positivo do projeto na vida dos envolvidos. “Para nós, tem sido uma experiência muito prazerosa. Plantar flores é algo excepcional e também tem dado mais visibilidade às nossas comunidades. Somos três comunidades em São Cristóvão participando dessa iniciativa, que tem agregado muito valor. Não só valor econômico, mas também emocional e social. Temos muito orgulho de plantar, colher e mostrar que o nosso município não produz apenas alimentos saudáveis, mas flores também.”
Foto: Dani Santos
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