São Cristóvão promove II Seminário “Infância Protegida, Futuro Garantido: Cidade Mãe Contra o Trabalho Infantil”
Como parte das ações alusivas ao mês de junho, período dedicado à prevenção e ao combate ao trabalho infantil, a Prefeitura de São Cristóvão realizou o II Seminário "Infância Protegida, Futuro Garantido: Cidade Mãe Contra o Trabalho Infantil". A iniciativa integra a campanha nacional "Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil" e reuniu gestores, profissionais da rede de proteção, representantes de instituições parceiras e membros da sociedade civil para debater estratégias de enfrentamento e fortalecimento das políticas públicas voltadas à garantia dos direitos das crianças e adolescentes.
O seminário teve como principal objetivo sensibilizar a população sobre os prejuízos causados pelo trabalho infantil, além de promover o diálogo entre os diversos setores responsáveis pela proteção da infância. Durante a programação, foram abordados temas relacionados à identificação de situações de trabalho infantil, aos impactos dessa violação no desenvolvimento físico, emocional e educacional das crianças e ao papel da rede intersetorial na prevenção e combate a essa prática.
Durante o seminário, o prefeito Júlio Nascimento destacou que o enfrentamento ao trabalho infantil exige não apenas firmeza nas ações de proteção, mas também sensibilidade para compreender as vulnerabilidades que afetam muitas famílias. Segundo ele, “por trás dessa realidade histórica existem contextos sociais que demandam apoio, inclusão e geração de oportunidades.”
“A partir do momento que a gente desenvolve o nosso município, a gente abre portas para incluir famílias no desenvolvimento da nossa cidade e deixa essas famílias em situações mais fortes, garantindo para que cada criança e cada adolescente do nosso município tenham verdadeiramente a oportunidade de ter o futuro que quiserem ter”, afirmou.
O trabalho infantil continua sendo uma das principais violações dos direitos de crianças e adolescentes. Ao assumir responsabilidades incompatíveis com sua idade, muitas crianças são privadas de viver plenamente sua infância, de brincar, estudar, conviver com a família e desenvolver suas potencialidades. Além disso, o trabalho precoce pode provocar danos físicos, psicológicos e sociais, comprometendo o desenvolvimento saudável e aumentando os riscos de evasão escolar, acidentes e perpetuação do ciclo da pobreza.
Para a secretária municipal de Assistência Social, Lucianne Rocha, a defesa dos direitos de crianças e adolescentes exige compromisso, persistência e coragem por parte de toda a sociedade. Segundo ela, os profissionais que atuam na rede de proteção assumem a responsabilidade de dar voz àqueles que muitas vezes não conseguem denunciar ou expressar as violências que sofrem. “Quem está na discussão e na militância da área da criança e do adolescente sabe que o mais difícil de se discutir é a violência do trabalho infantil. Porque é uma violência que, inclusive pela sociedade, muitas vezes não é compreendida e não é vista como violência”, afirmou.
O trabalho infantil rouba sonhos, impede o acesso à educação, tira oportunidades e experiências fundamentais para a formação de cidadãos. A infância é uma fase única da vida, destinada ao aprendizado, à convivência social e ao desenvolvimento integral. Garantir esse direito é uma responsabilidade compartilhada entre famílias, poder público e toda a sociedade.
Layana Costa, gerente de Ações Estratégicas de Proteção e Erradicação do Trabalho Infantil, destacou que o trabalho infantil provoca prejuízos significativos ao desenvolvimento das crianças e adolescentes, afetando não apenas sua segurança e saúde, mas também seu processo de aprendizagem. “Diversos estudos apontam que crianças submetidas ao trabalho apresentam queda no desempenho escolar, muitas vezes abandonando os estudos por não conseguirem acompanhar o ritmo da escola. O desempenho escolar delas fica muito abaixo do esperado. Muitas vezes recebemos adolescentes que estão no nono ano e ainda não sabem ler e escrever”, afirmou.
“Esse momento é para que todos possam ter voz, dialogar e refletir sobre um assunto que ainda exige nossa atenção permanente, porque criança não é para trabalhar. Estamos aqui com a participação de representantes de diversas secretarias municipais, conselhos, instituições e da sociedade civil, reforçando a importância do envolvimento coletivo na proteção integral de crianças e adolescentes”, concluiu Layana.
Foto: Heitor Xavier
Recentes
Notícias recentes de Assistência
São Cristóvão promove II Seminário “Infância Protegida, Futuro Garantido: Cidade Mãe Contra o Trabalho Infantil”
São Cristóvão firma Pacto Municipal pela Vida das Mulheres e fortalece rede de prevenção e enfrentamento à violência de gênero