15/10/2026

Prefeitura de São Cristóvão inicia a oferta de Implanon na rede municipal de Saúde

A Prefeitura de São Cristóvão, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), iniciou a oferta do implante contraceptivo subdérmico, conhecido como Implanon. O método, que possui longa duração e alta eficácia na prevenção da gravidez, será disponibilizado às usuárias que atenderem aos critérios estabelecidos pelo serviço, mediante consulta ginecológica prévia. 

O Implanon é um implante contraceptivo subdérmico inserido sob a pele do braço não dominante que libera, gradualmente, um hormônio responsável por prevenir a gravidez. O método possui duração de até três anos e apresenta alta eficácia no mercado, alcançando uma porcentagem superior a 99%, com taxa de falha de apenas 0,05%. A escolha do uso deste método é reversível e dispensa o uso diários de outro anticoncepcional, oferecendo praticidade e mais segurança. A inserção e retirada do Implanon deve ser feita por profissional da saúde habilitado ao procedimento. 

Devido a esta capacitação específica para a realização segura do procedimento e ao número limitado do produto oferecido ao município inicialmente, neste primeiro momento, três unidades terão a oferta disponível: UBS Masoud Jalali, UBS José Soares Figueiroa e UBS Jairo Teixeira. Segundo a coordenadora municipal da Saúde da Mulher, Maria Helena, a oferta do implante amplia as opções contraceptivas já disponíveis na rede municipal e seguirá o fluxo estabelecido no protocolo municipal, com avaliação prévia em consulta de saúde sexual e reprodutiva e verificação dos critérios de elegibilidade. 

“No momento, são três unidades básicas fazendo a inserção, mas estamos em processo de capacitação para que, brevemente, todas as unidades básicas possam fazer a inserção do dispositivo. Como temos uma quantidade reduzida de implantes, iremos atender agora um grupo prioritário, que são aquelas pessoas que têm os critérios de vulnerabilidade. Lembrando que para que a pessoa seja inserida na lista, é preciso passar por consulta médica para avaliação de possíveis contradição ao uso desse dispositivo”, reforçou Maria Helena. 

Maria Helena, coordenadora municipal da Saúde da Mulher

Os critérios iniciais para inserção são: adolescentes de 14 a 19 anos; pessoas em situação de rua; pessoas vivendo com HIV/AIDS ou HTLV; portadoras de deficiência física ou mental; pessoas com histórico de gestação de alto risco ou abortamento; pessoas acompanhadas por programas de vulnerabilidade social de transferência de renda, como o Bolsa Família; e pessoas do município com relatório médico com inaptidão para utilização de outros métodos contraceptivos. 

Natália Leal, enfermeira, explica que o procedimento é simples e praticamente indolor. “O Implanon é um procedimento que praticamente não dói. Primeiro, precisa-se de uma anamnese para saber se a mulher está apta, e também é feito um teste de gravidez para garantir que não há gestação, anestesiamos o local e depois fazemos a inserção. O implante é colocado abaixo da pele e, geralmente, no braço não dominante da pessoa. Após a aplicação, a pessoa fica 24h com o curativo, que depois é retirado para seguir a vida normalmente”. 

Segundo a enfermeira, uma das maiores dúvidas após a inserção do implante é sobre se há a obrigatoriedade de acompanhamento médico durante o período de adaptação. “Não é necessário retornar para novas consultas de acompanhamento da adaptação. No próprio dia do procedimento, nós já explicamos todas as possíveis reações e o período de adaptação que o implante subdérmico exige”, adicionou. 

Natália Leal, enfermeira

Júlia Gomes, moradora do Eduardo Gomes, fez uso do procedimento e celebrou a oportunidade. “Já tinha procurado anteriormente nas redes privadas, porém, eu não tenho condições, é um processo muito caro. Então, quando foi ofertado no SUS, eu busquei pelo serviço e estou aqui para colocar. Toda equipe envolvida do município para a oferta deste serviço são muito atenciosos, profissionais, lhe acalma e tira todas as dúvidas. Estou muito feliz, pois já era uma indicação da médica ginecologistas para o tratamento da Endometriose, uma doença que fui diagnosticada e precisa de tratamento para uma vida, uma rotina melhor, mais saudável, para além da economia, né? Não vou precisar gastar também com a pílula oral”, compartilhou.

Fotos: Dani Santos 

Publicado por Érica Xavier
Fotos por Dani Santos
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