SMS realiza ação de rastreio para prevenir Hanseníase e Tuberculose no Copemcan
Entre os dias 08 e 16 de outubro, a Secretaria Municipal de Saúde de São Cristóvão (SMS) - em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça de Defesa do Consumidor (SEJUC), e Secretaria de Estado da Saúde (SES) - realizou uma ação de rastreio e bloqueio de doenças infecciosas como hanseníase e tuberculose para os internos do Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto (Copemcan). A ação foi uma continuidade do diagnóstico iniciado em junho deste ano, quando a equipe da SMS promoveu a testagem de três dos cinco pavilhões penitenciários.
A testagem para os dois pavilhões remanescentes envolveu profissionais da equipe de Atenção Primária Prisional (eAPP), médicos e enfermeiros da Estratégia Saúde da Família, médicos dermatologistas especialistas em hanseníase, residentes da epidemiologia e Atenção Primária à Saúde. O trabalho multiprofissional garantiu o diagnóstico de hanseníase através da avaliação dermatoneurológica e de testes rápidos para quem manteve contato com os diagnosticados, bem como o rastreamento de Sintomáticos Respiratórios para Tuberculose.
Segundo Joélia Ferreira, referência técnica em Tuberculose, Hanseníase e Toxoplasmose da SMS, a elaboração, adoção e realização de medidas para prevenção e controle da Hanseníase e Tuberculose no Copemcan foram realizados pela Vigilância Epidemiológica e permitiram que a referência técnica conhecesse o cenário epidemiológico dessas doenças no espaço do complexo penitenciário.
“Todos os privados de liberdade que foram diagnosticados para hanseníase e tuberculose já vão dar início ao tratamento, com isso há uma quebra na cadeia de transmissão, principalmente no Copemcan e familiares que realizam as visitas”, garantiu a profissional.
O coordenador de Promoção à Saúde e Programas Estratégicos e referência técnica de Saúde Prisional, Mário Mendes, destacou que São Cristóvão tem sido pioneira em Sergipe nas ações de vigilância e controle da Hanseníase no Sistema Prisional e foi o primeiro município no estado a utilizar testes rápidos para detecção de hanseníase.
“Ações como essas são fundamentais para garantia do direito à Saúde da População Privada de Liberdade e erradicação da hanseníase, um relevante problema de saúde pública no país”, reforçou o coordenador.
Doenças infecciosas diagnosticadas
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae, que provoca lesões de pele e danos aos nervos. Seus sintomas incluem lesões e manchas no corpo, diminuição da sensibilidade e dormência, fisgadas ou formigamento no local afetado.
A transmissão da doença ocorre por meio de gotículas de saliva eliminadas na fala, tosse e espirro, em contatos próximos e frequentes com pessoas infectadas que ainda não iniciaram tratamento. Por conta do enclausuramento e aglomeração, a população carcerária fica vulnerável à transmissão desse tipo de doença, sendo ainda mais importante por isso o fortalecimento das ações de rastreio.
Uma vez diagnosticada, a hanseníase é tratável com o uso de medicamentos antibióticos associados, como rifampicina, dapsona e clofazimina, em um período de 6 a 12 meses. A demora no diagnóstico e a falta de tratamento podem levar o paciente à perda do sentido do tato, dor e temperatura; fraqueza muscular que pode resultar em deformações; e lesões desfigurantes na pele e na mucosa nasal.
Já a tuberculose é uma doença bacteriana infecciosa que pode ser transmitida por meio da tosse ou espirro de uma pessoa infectada. Ela afeta principalmente os pulmões e pode evoluir para um quadro grave. Quando ocorrem, os sintomas apresentados são tosse, às vezes com sangue, perda de peso, sudorese noturna e febre.
O tratamento contra a tuberculose também é feito com o uso de antibióticos. Assim como a hanseníase, os medicamentos fornecidos para os detentos diagnosticados são gratuitos, aplicados por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Fotos: Arquivo SMS
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