Secretaria de Saúde de São Cristóvão recebe novas residentes multiprofissionais em Saúde da Família
Nesta segunda-feira (01), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de São Cristóvão recepcionou a nova turma da Residência Multiprofissional de Saúde da Família, que atuará na saúde do município pelo próximo ano. As atividades de recepção foram iniciadas pela manhã e serão continuadas à tarde no Conselho Municipal de Saúde, com a presença das residentes, das preceptoras e coordenadoras da SMS e de membros da Diretoria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (DGTES).
A Residência Multiprofissional em Saúde da Família é uma parceria entre a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e a SMS, que há três anos recebe os residentes anualmente para atuar na gestão em saúde do município. Em 2024, seis residentes chegam para complementar o quadro de profissionais da saúde na secretaria, sendo uma enfermeira, uma farmacêutica, duas fonoaudiólogas e duas profissionais de educação física. Essas profissionais estão no segundo ano de residência e permanecerão no SUS São Cristóvão até fevereiro de 2025.
Ana Beatriz Nery, referência técnica em Educação Permanente da DGTES, destaca a importância da residência para o SUS São Cristóvão, uma vez que os residentes já são profissionais graduados e vêm para o município ajudar a solucionar problemas prioritários, trazendo uma nova disposição para traçar novos objetivos.
“A DGTES tem o papel de ser o elo entre os residentes, a SMS e a universidade. Nosso trabalho é não deixar que esse elo se perca, é permanecer na função de integrar ensino, serviço e comunidade, e não deixar que sejam somente acadêmicos, mas que a comunidade também usufrua do trabalho deles aqui em São Cristóvão”, ressalta.
Ana Beatriz Nery, referência técnica em Educação Permanente da DGTES
A coordenadora de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, Rosely Mota, é preceptora dessa nova turma, mas chegou à saúde do município como residente na primeira turma recebida pela Cidade Mãe, dois anos antes. Por conhecer os dois lados do trabalho e entender os entraves de iniciar a residência sem ter contato com a gestão, o seu objetivo junto aos outros preceptores é alinhar uma metodologia para que a transição entre a assistência e a gestão seja o mais sutil possível.
“Hoje, além de apresentar as coordenações, apresentamos também o plano de trabalho que será desenvolvido durante este ano, perpassando pelos três eixos: Mortalidade Materno-Infantil, Sobrepeso e Obesidade, e Saúde Mental dentro da rede de atenção à saúde. Trabalhamos nessa perspectiva de ajudar os residentes a se localizarem dentro da gestão e de contribuir para sua formação”, explica a coordenadora.
Rosely Mota, coordenadora de Doenças Crônicas Não Transmissíveis
Representando a turma da residência multiprofissional em Saúde da Família, a residente Rebeca Martins reforça a falta de experiência com a área de gestão em saúde, mas chega com a expectativa de aprender e fazer a diferença para melhorar ainda mais o atendimento à população sancristovense.
“Em relação à gestão, não temos muito essa vivência na graduação, não temos um estágio para gestão ou uma capacitação nesse sentido. Então ao vir para cá, não sabemos o que esperar. Viemos com a mente aberta para descobrir, para aprender e ver no que podemos contribuir para a comunidade e os profissionais naquele local, como podemos ajudar a construir uma saúde melhor para o município”, espera a residente.
Rebeca Martins, residente em Saúde da Família
Fotos: Dani Santos
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