Prefeitura de São Cristóvão inicia 1ª Feira do Pescado e da Agricultura Familiar na Praça da Matriz
Nesta terça-feira (31), a Prefeitura de São Cristóvão deu início à 1ª Feira do Pescado e da Agricultura Familiar da Cidade Mãe, na praça da Matriz. Realizada através da Secretaria Municipal de Agricultura, Aquicultura e Pesca (Semagri), a ação é uma oportunidade para garantir produtos frescos direto do produtor, valorizando a produção rural, estimulando a circulação de recursos no Município e gerando renda para as famílias envolvidas.
Além de aproximar produtores e consumidores, a feira também fortalece a tradição alimentar e cultural de São Cristóvão, especialmente em um período em que o consumo de pescado aumenta entre as famílias devido a Semana Santa. A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento do campo, incentivando a agricultura familiar, a pesca artesanal e promovendo mais oportunidades para que trabalhadores rurais e pescadores comercializem seus produtos com qualidade e preço justo.
A diretora municipal de Aquicultura e Pesca, Elaine de Jesus, destacou a importância da iniciativa para fortalecer os produtores locais e ampliar as oportunidades de comercialização no município.“Essa é a 1ª Feira do Pescado e Agricultura Familiar e foi pensada justamente para a Semana Santa. Aqui em São Cristóvão nós temos a agricultura familiar e também os piscicultores, que são pequenos produtores de tilápia do município. Hoje contamos com 42 piscicultores que trabalham com a produção de tilápia. Esses produtores recebem assistência técnica do SENAR e também da Secretaria, por meio de visitas e acompanhamento. Durante esse processo, identificamos que o principal gargalo era justamente o escoamento dessa produção. Então, a partir disso, a Secretaria, junto com a Prefeitura, iniciou esse projeto piloto, que é a realização da primeira Feira do Pescado. O objetivo aqui hoje é fortalecer a piscicultura do município e criar oportunidades para que esses produtores comercializem seus peixes diretamente com a população.”
Kátia Souza, agricultora e aquicultora do povoado Rita Cacete reforçou a relevância da iniciativa para os produtores do município. "A Feira do Pescado e Agricultura Familiar representa uma excelente oportunidade para nós. Criamos tilápia no assentamento Florestan Fernandes, e este é o primeiro momento em que trazemos nossa produção para a praça, permitindo que as pessoas conheçam o que produzimos. A divulgação tem sido positiva e esta é uma ocasião ideal para que o público adquira o pescado”, disse.
Ela também falou sobre o suporte institucional recebido para o desenvolvimento da atividade. Para ela "o apoio da gestão nos incentiva sempre, seja por meio das visitas técnicas ou de outro suporte. Esse acompanhamento é fundamental, pois reforça a importância dos cuidados com o peixe, garantindo que a nossa produção se torne cada vez maior e mais qualificada."
Para Patrícia Leandro, produtora de chips artesanais com raízes, a ação é uma oportunidade gerada que pode ser muito bem aproveitada. "Enxergo este evento como uma oportunidade valiosa para expormos nossos produtos e, futuramente, alcançarmos o comércio local. Está sendo muito gratificante pois, mesmo o que não planto diretamente, faço questão de adquirir de colegas que produzem macaxeira, batata-doce e banana-da-terra de forma orgânica. Minha maior preocupação é entregar um alimento saudável. Embora o projeto tenha apenas cinco meses, os resultados são positivos e minha expectativa é que possamos expandir nosso alcance por todo o estado de Sergipe”, finalizou Patrícia.
A 1ª Feira do Pescado e da Agricultura Familiar segue até o dia 1º de abril e reúne piscicultores e agricultores familiares de diversas comunidades do município, que estão comercializando peixes frescos e produtos orgânicos para a população.
Foto: Heitor Xavier
Recentes
Notícias recentes de SEMAGRI
Agricultores familiares de São Cristóvão têm até 10 de setembro para se inscrever no PAA
Projeto ambiental da Prefeitura de São Cristóvão une preservação do mangue e geração de renda para trabalhadores ribeirinhos e catadores de recicláveis