Prefeitura de São Cristóvão alerta sobre a importância de se prevenir contra queimaduras nos festejos juninos
O milho assando na fogueira acesa na porta de casa, a guerra de espadas correndo solta na rua, as crianças soltando bombinhas enquanto se divertem. São vários os cenários em que a população lida diretamente com fogo no mês de junho, uma vez que fogueiras e fogos de artifício são símbolos tradicionais dos festejos juninos. No entanto, não tomar os devidos cuidados ao manuseá-los pode resultar em um aumento nos casos de queimaduras, o que leva a ser essencial a prevenção contra esse perigo.
No Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), cerca de 80% dos leitos da Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) já foram ocupados neste ano, enquanto no ano anterior não houve nenhuma internação no mesmo período. Além do risco e da internação, os pacientes podem ter sequelas, e o tratamento requer cuidados específicos.
A gerente da Unidade de Urgência 24h de São Cristóvão, Tatiane Fraga, destaca que junho é o mês campeão nos casos de queimadura, que podem ser mais simples ou até de 2º e 3º grau. Por isso, é importante curtir as festas com segurança. “As crianças, principalmente, ficam expostas a perigos reais. Fogueiras, fogos de artifícios, e as queimaduras causadas por eles podem levar as pessoas a precisarem de internações e até mesmo UTI”, alerta.
Simone Barreto, Coordenadora da Rede de Atenção às Urgências no município, completa com a informação que a Unidade de Urgência 24h não notificou pacientes com queimaduras resultantes de fogos neste mês, mas geralmente os pacientes que sofreram esse tipo de acidente são encaminhados para o Huse, que é a referência de cuidado aos queimados no estado.
“Caso haja um episódio de queimadura, o indivíduo pode se dirigir à Unidade de Urgência 24h de São Cristóvão, mas, em casos graves, o paciente passa por uma regulação e é dirigido ao Huse. Nos casos de queimaduras superficiais, é possível receber o atendimento para fazer o curativo”, explica.
Recomendações para prevenir acidentes
Tomar as devidas precauções antes de manusear instrumentos com fogo é a melhor forma de evitar acidentes ao acender fogueiras e fogos de artifício. A primeira delas é feita desde a escolha do local para usar esses itens, que deve ser amplo, ao ar livre, sem vegetação, distante da fiação elétrica e sem a presença de produtos inflamáveis. Também é importante evitar asilos e hospitais, com o intuito de proteger os usuários da fumaça.
Outro risco a ser evitado é o uso de álcool líquido para acender a fogueira, ato que resulta na maioria dos acidentes com queimaduras por fogueiras. Para acendê-las de maneira segura, elas não devem ultrapassar 1,5 metro de altura. A gasolina também deve ser evitada, pois pode causar explosões, assim como a ingestão de bebidas alcoólicas no momento de acender fogueiras e fogos de artifício.
Nesses momentos, as crianças precisam estar sempre monitoradas e cuidadas para que não aconteça nenhum acidente ao se aproximar do fogo ou ao brincar com fogos de artifício. A presença de um adulto é obrigatória, de preferência conhecendo as recomendações de segurança. Conversar e orientar as crianças, para que elas estejam cientes dos riscos e perigo das queimaduras também é fundamental.
Contudo, não é só o fogo que pode causar acidentes. Bebidas e comidas muito quentes, como o quentão, podem danificar a pele e, caso o adulto esteja com uma criança nos braços, deve evitar segurar copos que a coloque em risco. Evitar fogos violentos é outra boa ideia para se preservar de acidentes.
O que fazer depois da queimadura
Segundo a gerente da Unidade de Urgência 24h, Tatiane Fraga, quando ocorre queimadura, a primeira coisa a ser feita é afastar a pessoa do agente causador da queimadura. “É recomendado lavar o local queimado com água corrente em temperatura fria por mais ou menos 15 minutos e não colocar gelo, creme, pomadas sem orientação médica pois pode piorar. Por fim, em casos mais graves, o indivíduo deve procurar de imediato uma unidade de urgência. Para queimaduras mais graves, a referência é o Huse”, indica.
É possível, ainda, ligar diretamente para o SAMU (192) ou para os bombeiros (193), solicitando socorro imediato. Mesmo que a queimadura seja pequena ou superficial, é essencial que seja tratada com a supervisão de um profissional de saúde indicado para tratar a lesão. Assim, será identificado o grau da queimadura e realizado o tratamento correto para sua magnitude.
Fotos: Heitor Xavier
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