Exposição do Projeto Farda Amor gera renda para artesãs da Casa de Costura Dona Zil
Como forma de promoção de moda criativa e sustentável, as artesãs da Casa de Costura Dona Zil promoveram, na manhã desta sexta-feira (04), uma exposição referente ao Projeto Farda Amor da Mardisa Veículos. A ação é em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e ocorreu na sede da Mardisa, localizada em Nossa Senhora do Socorro.
De acordo com Maria Helena Fortes, diretora de programas especiais da Semas, a parceria surgiu através do interesse da Mardisa Veículos com a Casa da Costura em participar do Projeto Farda Amor, iniciativa que busca a transformação de fardas usadas em peças sustentáveis de doação para pessoas carentes.
“Eles nos disponibilizaram o fardamento e em contrapartida nós aproveitamos esse material, fizemos a pintura, desenvolvemos moldes, customização, criamos lençóis, bolsas e enquanto metade das peças será doada para instituições de caridade, a outra parte está sendo exposta para venda e todo o lucro será revertido como renda para as artesãs”, comentou.
A exposição contou com os produtos reutilizados do Projeto como bolsas e lençóis, além de materiais produzidos pelas artesãs da Casa de Costura Dona Zil. E para Helena Fortes, esse tipo de parceria é relevante pois dá mais visibilidade às costureiras sancristovenses. “Isso empodera as meninas e mostra que elas têm condições de não ficar apenas na Casa, e sim de expandir o seu trabalho além de que toda a matéria-prima é aproveitável e que nada é descartável”, acrescentou.
Léia Oliveira, coordenadora de qualidade da Mardisa Veículos, explica que o Projeto Farda Amor é focado no aspecto social e no desenvolvimento econômico sustentável. “O nosso objetivo é ajudar tanto o entorno da nossa concessionária com a doação das peças que elas irão confeccionar, quanto as próprias costureiras e artesãs do município”, disse.
Léia Oliveira, coordenadora de qualidade da Mardisa Veículos
Opinião das artesãs
Para a artesã Herline Cruz, a participação da Casa de Costura Dona Zil no projeto foi algo motivador para a criatividade das integrantes. “É muito maravilhoso pegar algo, transformar uma peça em outra. Fui eu quem sugeriu usar o fardamento na criação das bolsas, as meninas toparam e nós começamos a transformar. Foi uma experiência ótima”, afirmou.
Helena Feitosa é voluntária antiga da Casa de Costura e diz que inicialmente considerou o Projeto Farda Amor como um grande desafio. “Eu achei que não daria para fazer nada, mas então me sugeriram criar um banner com a marca do projeto já que eu tinha experiência em fazer isso e fiz. Eu gostei bastante disso, o importante é que o objetivo não vai para o lixo e eu espero que tenha mais ações como essa”, explicou.
Fotos: Heitor Xavier
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