Casa da Costura Dona Zil encerra oficina de costura criativa
Nesta manhã de quarta-feira (24) foi realizada na Casa de Costura Dona Zil, o encerramento da oficina de costura criativa, que teve seu foco em estratégias para sustentabilidade. Ministrada pelo professor de artes Jhon Eldon, a oficina que era aberta ao público geral ocorreu entre os dias 20/09 a 10/11, com carga horária de 40 horas e direito a certificado.
Segundo Neusa Malheiros, responsável pela Diretoria Municipal de Trabalho, essa é uma das cinco turmas que estão sendo administradas atualmente. Além de costura criativa, há também duas oficinas de costura básica, uma de crochê e uma de bordado, todas em conclusão no mês de dezembro.
“Aqui estamos confeccionando produtos, as alunas produzem peças que aprenderam durante a oficina e agora no final há aluna que pensa em vender, comercializar aquilo que foi produzido, então isso é um grande ganho. Essas mulheres que a partir de agora irão buscar mais aprimoramento, mais cursos e a Casa da Costura continuará ofertando mais oficinas no próximo ano”, comentou Neusa Malheiros.
Neusa Malheiros, responsável pela Diretoria Municipal de Trabalho
O professor Jhon Eldon elogia o trabalho do projeto, que foi pensado numa oficina que oferecesse um espaço de troca, de desenvolvimento afetivo e sociabilidade, bem como profissionalização e o estudo da relação entre inovação e sustentabilidade.
“Nessa oficina nós utilizamos roupas velhas, toalhas, peças de tecido, estofamento, entre outras coisas numa perspectiva de reaproveitamento de material. De certo modo não vamos salvar o mundo, mas quando repensamos no descarte desses materiais,investimos numa sensibilidade, uma poética para transformar esse material em algo novo, útil e atraente estamos dando um passo para repensar toda essa responsabilidade com o lixo e com a produção de materiais descartáveis”, diz ele.
Jhon Eldon, professor de artes
Para a aluna Maria Helena, a oficina criativa da Casa da Costura lhe tirou de uma possível depressão: “Sou costureira, tinha confecção e estava acabando, perdendo matéria prima e esse curso me reanimou então eu quero agradecer a Deus por essa casa, pelo Prefeito nesta maravilhosa ação de nos proporcionar uma Casa da Costura onde o jovem pode entrar no mercado de trabalho”, complementa.
A costureira também possui planos em formar uma cooperativa, visando a geração de emprego, renda e emancipação econômica. “Nós temos que investir numa possível cooperativa dentro da Casa se for possível não só para importar mas exportar o nosso produto feito aqui dentro de São Cristóvão. É um projeto que eu penso em levá- lo adiante, não sozinha mas em comunidade”, concluiu.
Maria Helena, costureira e artesã
Roda de Conversa
O encerramento ainda contou com uma roda de conversa sobre moda e comunidade, com a participação especial de Naná Oliveira, costureira e que desenvolve projetos com mulheres de comunidades tradicionais e periféricas. Nessa roda, foi discutida a experiência da convidada em projetos de moda em comunidades, a importância das práticas sustentáveis, além de estratégias para a comercialização dos produtos feitos pelas alunas ao longo do curso.
“Quando falamos de costura falamos majoritariamente de mulheres, então isso traz autonomia para elas e fortalece os seus papéis dentro dessas comunidades. A partir dessa autonomia, quando a comunidade se estrutura e cria independência, todos avançam juntos”, finalizou.
Naná Oliveira, costureira e estilista
Fotos: Dani Santos
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