Agosto Verde: Prefeitura intensifica ações de combate à leishmaniose
Durante o mês de abril, em todo o Brasil, uma força tarefa é realizada para combater e prevenir a leishmaniose, uma doença conhecida como calazar. A campanha, denominada Agosto Verde, também foi abraçada pela Prefeitura de São Cristóvão que, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), intensificou as ações que são realizadas durante todo o ano, como atividades de conscientização sobre os riscos da doença e formas de prevenção e visita às casas para testagens dos animais.
A leishmaniose é uma doença grave, que pode afetar qualquer pessoa e, se não for tratada, pode levar à morte. É causada por um parasita chamado Leishmania (protozoário), que compromete principalmente o fígado e o baço. Acomete, em especial, animais como cães e raposas.
Daniella Fraga, diretora de vigilância ambiental da SMS destaca que a campanha é fruto de uma grande união de esforços focada na atuação contra a leishmaniose visceral canina: “Ao mobilizar recursos e envolver a comunidade, podemos reduzir significativamente a incidência da doença e proteger a saúde dos cães e das pessoas. Juntos, podemos tornar agosto um mês de conscientização e ação contra essa enfermidade devastadora”.
A campanha Agosto Verde, segundo a agente de endemias Ana Clésia, da Unidade Básica de Saúde Alice Freire, localizada no Povoado Pedreiras, tem como objetivo alcançar todos os animais possíveis no município com o levantamento. Por isso, os agentes de endemias avisam sobre as ações nas comunidades com antecedência, já que é necessário que as pessoas estejam em casa, para a testagem dos animais.
Graças a esse trabalho, é possível identificar o número de casos no município, que conta, atualmente, com trinta e cinco casos positivos. A força tarefa também faz um esforço de conscientização através do diálogo com a população, durante as visitas e entrega de panfletos informativos.
Entre as pessoas que receberam a visita da equipe da da Semed está Jucilene Gonçalves, das Pedreiras, que celebra o trabalho de prevenção: “É uma prevenção para a nossa comunidade. Às vezes, tem animais afetados e a gente nem sabe e depois transmitem para as pessoas. Então, é um programa muito importante para nós”.
Sobre a leishmaniose visceral canina
Inicialmente, sua ocorrência estava limitada a áreas rurais e a pequenas localidades urbanas, mas agora se encontra em franca expansão para os grandes centros.
É transmitida pela fêmea do mosquito palha, quando pica cães ou raposas infectados e também humanos. Na área urbana, o cão é a principal fonte de infecção. Na área rural, além do cão, outros animais podem se tornar reservatórios do mosquito.
Os cachorros podem estar infectados, mesmo sem apresentarem sinais clínicos e são denominados de reservatórios do parasita. Estes cães são fontes de infecção para o inseto transmissor e, portanto, um risco à saúde de todos. A única forma de detectar a infecção nestes animais é através de exames de laboratório específicos. Quando os cães adoecem, apresentam principalmente os seguintes sinais clínicos:
Apatia; lesões de pele; queda de pelos, inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas; emagrecimento; lacrimejamento (conjuntivite); crescimento anormal das unhas; falta de apetite e barriga inchada.
Em humanos os principais sintomas são: febre irregular de longa duração (mais de 7 dias); anemia; falta de apetite; emagrecimento; fraqueza e barriga inchada (pelo aumento do fígado e do baço, com o passar do tempo).
Apesar de grave, o Calazar tem tratamento específico para os humanos, com medidas complementares como hidratação, antitérmicos e outros medicamentos. Já o tratamento dos cães infectados não se configura como uma medida de saúde pública para controle da doença e, portanto, trata-se única e exclusivamente de uma escolha do proprietário do animal, de caráter individual. Além disso, mesmo que os sinais clínicos desapareçam com o tratamento, estes animais continuam sendo potenciais fontes de infecção para o mosquito-palha, representando um risco à saúde de humanos e de cães sadios das proximidades.
O mosquito-palha, transmissor da Leishmaniose, se reproduz em locais com muita matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos caídos, troncos apodrecidos, mata muito densa, lixo acumulado, fezes de animais) e sai para alimentar-se (picar) ao final do dia e durante a noite. Medidas simples que podem ajudar a se proteger contra o mosquito:
Medidas de proteção individual:
* Uso de mosquiteiro com malha fina:
* Telagem de portas e janelas;
* Uso de repelentes:
* Evitar se expor nos horários de atividade do mosquito-palha (fim de tarde e noite) em ambientes onde este habitualmente pode ser encontrado.
Medidas ligadas ao ambiente:
* Evitar acúmulo de lixo em casa;
* Não jogar lixo em terrenos vazios;
* Manter o quintal ou jardim sempre limpo, bem capinado e livre de fezes de cachorro, acúmulo de folhagens e restos de alimentos.
Medidas ligadas aos animais (Cães):
* Manter o abrigo do seu cão sempre limpo, sem fezes ou restos de alimento:
* Evitar sair para passear com o seu cachorro entre o pôr-do-sol e à noite, em áreas de transmissão;
* Uso de telas de malha fina em canis individuais ou coletivos;
* Coleiras impregnadas com deltametrina a 4%, como medida de proteção individual para os cães.
Fotos: Dani Santos
Recentes
Notícias recentes de Saúde
São Cristóvão zera fila de exames de radiografia após ampliar atendimento para pacientes eletivos
Prefeitura de São Cristóvão alcança no mês de agosto 2600 doses de vacinas aplicadas com Campanha de Multivacinação e Dia D Nacional