São Cristóvão capacita recepcionistas e reguladores da saúde para aprimorar acolhimento e atualização de dados
A Secretaria Municipal de Saúde de São Cristóvão (SMS) concluiu a última semana de setembro realizando uma capacitação para recepcionistas e profissionais da regulação da rede municipal de saúde, essenciais para a qualidade e agilidade no atendimento à população. A formação aconteceu no sábado (27), na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) São Cristóvão, e integrou o Programa de Valorização da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde, o Valoriza GTES-SUS.
De acordo com Laíz Layna, coordenadora de Educação em Saúde no município, o objetivo principal do diálogo foi trabalhar a comunicação, o acolhimento e também os sistemas de regulação, temas fundamentais para o bom funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). “Trata-se, portanto, de uma capacitação que fortalece o trabalho dos recepcionistas e contribui para a melhoria do atendimento à população”, afirmou.
Fortalecer o atendimento prestado por recepcionistas e reguladores do SUS é essencial para garantir organização e acesso qualificado aos serviços de saúde. Esses profissionais são o primeiro contato do usuário com o sistema, responsáveis por orientar, cadastrar, agendar consultas e exames, além de organizar o fluxo de atendimento. Com eficiência e empatia na comunicação com os pacientes, reforçam a confiança da população no SUS, contribuem para reduzir conflitos e asseguram que cada usuário seja encaminhado de forma adequada às suas necessidades.
Para isso, na ocasião, foram abordados pelo time de planejamento e tecnologia da SMS os sistemas de informação do SUS, especialmente o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e o Cadastro Nacional dos Usuários do SUS (CADSUS). Segundo Maria Fernanda Camarço, Diretora de Planejamento do SUS, é através do registro correto e dos dados atualizados nessas plataformas que a gestão consegue dar suporte a todas as outras ações realizadas, seja atendimento médico, saúde bucal, vacinação ou procedimentos como o exame citopatológico.
“É a partir desses dados que podemos mensurar o perfil epidemiológico da população e reorganizar nossos processos de trabalho, entendendo melhor quantas crianças, gestantes ou idosos temos em cada microárea. Se o cadastro não estiver atualizado, a informação que chega à Rede Nacional de Dados do SUS será inconsistente, dificultando a transparência da produção do município. Muitas vezes trabalhamos bastante, mas os indicadores repassados ao Ministério da Saúde aparecem baixos justamente por falhas ou inconsistências no registro. Por isso, a integração do cartão SUS com o CPF é um marco fundamental, garantindo um banco de dados mais limpo, real e conectado ao que de fato executamos em São Cristóvão”, detalhou Maria Fernanda.
A integração de dados representa um passo fundamental para tornar a gestão mais eficiente e ampliar o acesso da população às políticas públicas de saúde. As unidades de saúde do município, incluindo a de urgência, já utilizam o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), o que possibilita a atualização das informações de produção quase em tempo real. Esse processo facilita o planejamento das ações locais, a elaboração do Plano Municipal de Saúde e da Programação Anual, além de dar visibilidade ao Ministério e ao Estado sobre os serviços ofertados e as necessidades de custeio e cofinanciamento.
“Procedimentos realizados tanto na atenção básica quanto na especializada precisam estar refletidos nos sistemas, permitindo que o Ministério da Saúde compreenda a real demanda do município e destine os recursos necessários. Atualmente, toda a atenção especializada de São Cristóvão é custeada com recursos próprios, o que reforça a importância de integrar essas informações para que essa produção seja reconhecida e apoiada pelo governo federal”, completou a diretora de Planejamento no SUS.
Qualificar os profissionais que lidam com essas informações, portanto, é uma ação primordial para que haja a atualização correta dos dados nos sistemas de saúde, o que tem um impacto direto no acesso a recursos importantes. Um deles é a vacinação, que depende do número exato de crianças cadastradas para que a quantidade enviada de imunobiológicos seja suficiente para atender à população.
Para a participante Jeffany Santos Melo, recepcionista da Unidade Básica de Saúde (UBS) Sinval José de Oliveira, a capacitação foi um momento gratificante, por oportunizar uma reunião para tirar dúvidas e ajudar os profissionais na abordagem dos usuários na entrada e na saída da UBS. “Tirei dúvidas hoje e espero que tenha mais espaço como esse ao decorrer do tempo, porque ajuda nos bastante, além de auxiliar o atendimento aos nossos usuários da comunidade. Foi perfeito!”, concluiu.
Fotos: Jota Leal
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