Economia criativa, oficinas de inglês, maratona tecnológica, aulas de modelagem de negócios foram algumas das ações executadas pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) durante a 34° edição do Festival de Artes de São Cristóvão (FASC). Para apresentar os resultados da edição de 2017 e reiterar o caráter vanguardista do FASC, o qual ultrapassa as fronteiras do entretenimento levando oportunidade e capacitação aos moradores de São Cristóvão, a UFS reuniu professores, o prefeito Marcos Santana e gestores municipais nesta quinta-feira (11). A pró-reitora de Extensão da Universidade Federal de Sergipe, Alaíde Hermínia, explicou que a reunião foi uma prestação de contas sobre os eixos produtivos trabalhados no Festival e o início do planejamento para a participação da Universidade este ano. 
 
“O FASC trouxe a possibilidade de trabalhar a identidade cultural da UFS dentro de São Cristóvão e o resgate de toda uma cultura que durante anos foi esquecida. A possibilidade não como uma festa, como uma atividade de cultura popular, mais levando também melhoria de vida para a população, capacitando, informando, preparando, trabalhando em eixos que funcionem como um tripé de turismo: capacitar, treinar e sensibilizar a população. Nós procuramos trabalhar os eixos que tornem possível a própria população realizar. Ficamos muito felizes. Em 2018, vamos trabalhar durante o ano todo, vamos convidar outras universidades, da Bahia e Alagoas, para criar um projeto sólido para o FASC 2018".

Foram apresentados os projetos realizados em diversas áreas como: Hackathon Carmelita, curso de inglês, oficina de rotulagem para produtores de artigos de gastronomia, oficina de bonecas e de artesanato entre outros.

Coordenador de tecnologias sociais e ambientais e vice-coordenador do núcleo de empreendedorismo da Universidade, Wellington Barros foi responsável pela oficina de modelagens de negócios, a qual propõe o fomento à economia criativa para gerar renda e desenvolvimento. Para este ano, o objetivo é implantar uma incubadora social. 

“Em 2017, nós fizemos uma oficina de modelagem de negócios, na qual nós trabalhamos com pequenos empreendedores e artesãos técnicas de como eles podem melhorar e potencializar seus negócios. Vimos que eles querem mais, então é o que a universidade pretende fazer ao longo desse ano junto com a prefeitura. Nós identificamos que São Cristóvão tem vocações que incrementam a economia vinculada ao turismo, a cultura e ao que a gente chamou de economia criativa. A incubadora social tem a capacidade de trabalhar isso. Então, como núcleo de Empreendedorismo, nós estamos propondo implantar essa incubadora social, a qual identifica, fomenta e desenvolve pequenos e médios empreendedores que querem gerar renda no município dentro dessa área da economia criativa, que é cultura, gastronomia, turismo".

Na área de nutrição, o projeto desenvolvido pela UFS foi de produção de rotulagem para produtores e comerciantes de artigos alimentícios. Um grupo de 16 produtores conheceram os laboratórios do departamento de Nutrição e aprenderam a detalhar as especificidades do produto no rótulo. 
“Um produto rotulado é sempre mais bem visto pelo consumidor. Passamos as normas vigentes e como um rótulo deve ser organizado. Nossa ideia é qualificar ainda mais esses produtores”, afirmou a nutricionista Izabela Carvalho.

Hackathon Carmelita

Primeira maratona de Programação e Inovação de Sergipe: o ‘Hackathon Carmelita’ reuniu 50 maratonistas na busca  por soluções tecnológicas para demandas nas áreas de Desenvolvimento Comercial e Industrial, Educação, Gerenciamentos de Riscos, Gestão Ambiental, Gestão de Informação, Infraestrutura, Saúde, Segurança, Trabalho e Geração de Renda, Turismo e Cultura. O primeiro lugar ficou com a equipe do GeoFAR, que desenvolveu um programa sobre o tema Gerenciamento de Riscos; Olhos do bem, que abordou Segurança Pública, ficou com a segunda colocação; e Tourstar, nas áreas de Turismo e Cultura, o terceiro lugar.

Coordenador do evento, Rogério Patrício Nascimento explicou que o Hackathon servirá de ‘case’ para a Universidade, a qual levará a experiência de São Cristóvão para outros municípios que a UFS atua.

“A gente teve algumas lições aprendidas, por exemplo, a gente viu que o tempo é muito longo, três dias, vamos mudar para dois dias. O Hackathon é um ‘case’ de sucesso que levaremos para outras edições, como a de saúde que pretendemos fazer em Aracaju. Todo mundo ficou encantado com a ideia, com a repercussão que houve”.

O prefeito Marcos Santana ressaltou o dinamismo do FASC, o qual ultrapassa as fronteiras do entretenimento levando oportunidade e capacitação aos moradores de São Cristóvão.

“O sentimento é de surpresa. Não sabia que tinha acontecido tanta coisa assim. A nossa parceria com a Universidade é a minha esperança de que faremos tudo que nos propomos a fazer na nossa cidade. O festival não é só entretenimento, ele transcende os shows e apresentações musicais. O produto dele transcende a festa. É preciso mostrar que estamos fazendo um trabalho de vanguarda".
 

Fotos: Márcio Garcez.