O último da 34° edição do Festival de Artes de São Cristóvão (3) foi marcado por apresentações teatrais e mostra audiovisual. A Praça da Matriz foi palco para o musical Corcunda de Notre Dame e para o Cinema Trianon, com documentários e curtas de diretores sergipanos e de outros estados.

Musical adaptado do texto de Victor Hugo, o Corcunda de Notre Dame é uma aventura que fala de amor, amizade e respeito, além de preconceitos existentes na sociedade. São 18 atores sergipanos, integrantes da Companhia de Teatro Tetê Nahas, que além do texto, cantam e executam coreografias. A peça conta a história de  Quasímodo, um corcunda que mora enclausurado, desde a infância, nos porões da catedral de Notre Dame. Um dia, Quasímodo decide sair da escuridão em que vive e conhece Esmeralda, uma bela cigana por quem se apaixona. Mas para conseguir concretizar seu amor ele terá que enfrentar o poderoso Claude Frollo, e seu fiel ajudante, Febo.

“A minha ideia era fazer um musical porque sou bailarina e cantora. Então tinha esse desejo de levar meu conhecimento para o público. A companhia surge desse desejo. O Corcunda foi montado em 2012 e contempla música, dança e aborda temas atuais como preconceito, bullying, relações de afeto”, explicou a diretora teatral da Companhia, Tetê Nahas, destacando que o FASC foi determinante para sua escolha profissional.

“Para mim, o FASC é simbólico porque foi aqui que me fiz atriz. Naquela época, não existia muita oficina de arte e foi aqui que aprendi meu ofício e vi, pela última vez, meu mestre se apresentando, Bosco Scaffs. Estou muito emocionada e grata pela oportunidade”, declarou.

Cláudio da Silva mora em Aracaju e elogiou a programação cultural do Festival, apropriada para todas as idades. “O FASC tem uma programação infantil interessante e lúdica. É muito bom quando o poder público pensa em atrações para crianças porque proporciona que toda a família se divirta”, disse ele, que estava com a filha de sete anos.

“Gosto muito da história do Corcunda e poder assistir a um musical ao ar livre é maravilhoso”, disse Ana Celis.

O grupo Caixa Cênica também se apresentou neste domingo com a peça Vulcão.

A Companhia 

A Companhia das Artes Tetê Nahas foi fundada em 2012 pela atriz e bailarina sergipana Tetê Nahas. Com vasta experiência em teatro e dança, Tetê integrou vários grupos cênicos no estado nas duas áreas sentiu a necessidade de fazer um grupo que unisse essas três linguagens daí o nome “Companhia das Artes”, ou seja, reúne todas as artes. Em 2013, a Companhia ganhou o Prêmio Myriam Muniz, do Ministério da Cultura. Com o prêmio, o grupo faz uma temporada de 11 apresentações em Maceió, São Luiz do Maranhão, Recife, Aracaju, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo.


Audiovisual

A programação da 34° FASC contou, ainda, com Cine Trianon, que trouxe documentários e curtas infantis e de temáticas diversificadas.

O público infantil aprovou a iniciativa, como Herigênio, 13 anos, que veio ao cinema pela primeira vez. “Estou ansioso porque nunca fui ao cinema, não tenho como ir em Aracaju”, disse.

Werden Tavares está na produção do evento e comentou o entusiasmo do público com o Cine Trianon. “Os filmes foram selecionados por edital. Tivemos debates sobre o cinema e os direitos humanos. Temos uma procura bacana da criançada. As sessões começam pelos filmes infantis. Temos 80 lugares, mas sempre tem mais gente. O FASC tem uma relação com o cinema, muitas pessoas lançaram filmes aqui, a exemplo do ex-governador Marcelo Déda. Está sendo gratificante realizar essa mostra”, afirmou.

Karen Alcântara mora em São Cristóvão e acompanhou os três dias de cinema. “Foi muito construtivo para a cidade. Gostei de todos os filmes”.