“Já perdi cama, fogão, sofá. Aqui quando chove alaga tudo, a água entra nas casas, os carros não passam, ficamos praticamente isolados. É um sofrimento”, relatou a cozinheira Luiza Santos, que reside no bairro Rosa Elze, no trecho que compreende as ruas Horácio Souza Lima e Calumby Barreto. Essa realidade começa a ser modificada a partir da execução de projetos estruturantes da Prefeitura Municipal de São Cristóvão na região, destacando-se os serviços de drenagem iniciados na última sexta-feira, 12.  Os trabalhos incluem limpeza, desobstrução e reconstrução de galerias, além da implantação de uma nova rede para garantir o escoamento das águas pluviais.

O prefeito Marcos Santana fez questão de acompanhar o começo das obras, relembrando que a solução deste problema foi assumida como um dos compromissos prioritários de gestão. “Pela primeira vez, o município busca tirar aquela comunidade da convivência com as águas sujas, de esgoto, que invadem as casas toda vez que chove. Esperamos solucionar de uma vez por todas esse problema, que não é apenas de acessibilidade, mas essencialmente de saúde”, frisou

Marcos Santana destacou ainda o esforço feito pela gestão para que fosse possível realizar o projeto. “A obra está sendo feita com recursos próprios, através da arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), porque consideramos de fundamental importância realizar o serviço. Não dá para as pessoas continuarem convivendo, todo inverno, toda vez que chove, com aquela situação de calamidade", disse o prefeito.

Nova realidade 

As obras em andamento no Rosa Elze abrangerão a limpeza e a desobstrução de galerias de águas pluviais da rua Horácio Souza Lima, esquina com a rua Calumby Barreto, até o conjunto Maria do Carmo III, além da reconstrução, com material adequado, das bocas de lobo. O serviço inclui, ainda, a implantação de uma rede de galeria que vai rua Grujim, passando pela rua Horácio Souza Lina até a avenida Chesf.  

Esta é uma das obras mais esperadas pela população local, já que a região depende desse serviço para o escoamento das águas, evitando, desta maneira, os problemas decorrentes dos constantes alagamentos em período de chuva.  “Parece que desta vez a coisa anda. Até agora o que vimos foram só paliativos que não solucionaram o nosso problema. Aqui ninguém transita quando chove, sem falar nas muitas perdas materiais e nas doenças que podemos desenvolver. É realmente uma obra fundamental para a área”, destacou Valmir de Oliveira, que tem um pequeno negócio na localidade.